Acnur alerta que situação humanitária é catastrófica em partes do Iêmen
BR

22 março 2016

Várias agências da ONU juntas pediram mais apoio para o país; mais de 6 mil pessoas morreram no conflito que completa um ano.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, afirmou que um ano após o conflito no Iêmen a situação humanitária é extremamente difícil e que em algumas áreas chega a ser "virtualmente catastrófica".

O chefe do escritório da agência no país, Johannes van der Klaauw, disse que quatro em cada cinco iemenitas precisam de algum tipo de ajuda que inclui alimentos, água potável, saúde e abrigo.

Instabilidade

A instabilidade política teve início em 2011, mas a situação piorou com os combates entre as forças leais ao então presidente Abdrabbuh Mansour Hadi e rebeldes Houthis que levaram o líder a abandonar a capital Sanaa.

Em março do ano passado, foi criada uma coalizão, liderada pela Arábia Saudita, para apoiar o governo.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, revelou que o setor de saneamento básico foi profundamente prejudicado. Aproximadamente 25% das instalações do setor não estão funcionando e as que operam, funcionam abaixo do nível normal, com limitações na prestação de serviços devido à insegurança.

Dados dos sistemas de saúde iemenitas indicam que o conflito já causou 6.408 mortes e deixou 30.193 feridos.

O acesso a medicamentos para doenças crônicas como diabetes, hipertensão e problemas do coração também é muito limitado.

Minas Terrestres

As minas terrestres também são consideradas uma preocupação grave, aliada à "contaminação considerável e crescente causada por bombas de fragmentação que afetam diretamente várias áreas povoadas por civis ".

De acordo com o Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, esses explosivos estão sendo usados amplamente pelos principais envolvidos no conflito e pelos vários grupos insurgentes.

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, pediu mais fundos aos doadores porque precisa ampliar o apoio para além dos atuais 3 milhões de beneficiários mensais dos seus suprimentos.

Em 30 dias, os gastos com a operação chegaram a US$ 38 milhões e as limitações levaram a um corte de 25% na distribuição de comida.

*Apresentação: Edgard Júnior.

 

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