Cabo Verde é um “exemplo de democracia institucionalizada”

22 março 2016

Afirmação foi feita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, em entrevista à Rádio ONU; Augusto Santos Silva disse que seu país tem relações excecionalmente boas com a nação africana.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, afirmou que “Cabo Verde é um exemplo para toda a África de uma democracia completamente institucionalizada”.

Em entrevista à Rádio ONU, o chefe da diplomacia portuguesa disse que o seu país tem “uma relação excecionalmente boa com a nação africana”.

Natural

“A alternância política em Cabo Verde é um facto natural. Há 15 anos de governo maioritário do Paicv, segue-se agora um novo governo formado até agora pelo partido da oposição. Isso é o mais natural que existe na democracia. O governo português terá com o novo governo cabo-verdiano a mesma, repito, a mesma relação, ótima, que teve com os governos do Paicv e antes deles com os governos de outros partidos cabo-verdianos.”

O ministro falou também sobre algumas vantagens da divisão do mandato na liderança da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, entre Portugal e São Tomé e Príncipe.

“Em primeiro lugar, tem a vantagem exatamente do consenso. A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa tem com regra decisão o consenso. Só se pode tomar decisões por consenso. Não há maiorias nem minorias, há nove países que consertam posições. Assim tem sido e assim vai continuar a ser.”

Presidência Rotativa

Santos Silva disse que essa decisão “buscou evitar uma circunstância que o acaso iria provocar”. Ele explicou que a presidência da comunidade é exercida de forma rotativa por dois anos.

Segundo o ministro, “o Brasil vai ocupar o cargo pelo próximo biénio. Se Portugal tivesse agora a secretaria executiva, significaria que pela primeira vez na história da Cplp, nenhum país africano teria cargos de responsabilidade”.

O líder português afirmou que “essa troca entre Portugal e São Tomé e Príncipe permite que essa constante da história da Cplp, sempre um país africano de língua portuguesa teve cargos de responsabilidade na organização, se mantenha”.

 

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