Fugitivo ruandês indiciado por genocídio é devolvido ao Ruanda

21 março 2016

Ladislas Ntaganzwa, que estava na República Democrática do Congo, foi transferido no domingo; oito indiciados em conexão com o massacre de 1994 ainda estão a ser procurados.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

As Nações Unidas anunciaram esta segunda-feira que um dos nove fugitivos que devia ser julgado por crimes cometidos durante o genocídio de Ruanda, em 1994, foi transferido para o país.

Transferido no domingo na República Democrática do Congo, Ladislas Ntaganzwa era alvo de um mandado internacional de prisão emitido pelo Mecanismo Internacional das Nações Unidas para Tribunais Penais.

Massacres

Trata-se do antigo presidente da câmara de Nyakizu de Butare, indiciado em 1996 pelo Tribunal Penal Internacional para o Ruanda "por genocídio e crimes contra a humanidade pelo massacre de milhares de tutsis em vários locais".

De acordo com a ONU, mais de 800 mil tutsis e hutus moderados perderam a vida no país africano.

Julgamento

Ntaganzwa é acusado de estupro orquestrado e de cometer violência sexual contra muitas mulheres. Em 2012, o caso foi encaminhado pelos procuradores ao Tribunal Penal sobre o Ruanda para julgamento pelas autoridades do país.

O procurador do mecanismo da ONU, Serge Brammertz, elogiou a decisão da República Democrática do Congo de transferir Ntaganzwa para o Ruanda citando a adesão às obrigações internacionais adotadas pelo Conselho de Segurança.

O procurador disse que o caso de Ntaganzwa é apenas o mais recente da longa lista de detenções e transferências de fugitivos suspeitos de cometer o genocídio de Ruanda a partir do território congolês. Mais oito indiciados estão a ser procurados.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

 

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