Guiné-Bissau é uma das beneficiárias de nova iniciativa sobre florestas e água

21 março 2016

FAO e Pnuma apoiam programa que envolve várias comunidades da África Ocidental; um dos objetivos é poupar custos para tratar água; gestão sustentável de bacias hidrográficas pode economizar até US$ 200 no tratamento do líquido.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Guiné-Bissau é uma das beneficiárias de um novo programa para reforçar o papel das florestas com vista a melhorar a qualidade e o abastecimento de água.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, lançou a iniciativa esta segunda-feira por ocasião do 21 de março, o Dia Internacional das Florestas.

Custos

Os outros parceiros do projeto do Fundo Global para o Meio Ambiente são o Programa das Nações Unidas para o Ambiente, Pnuma, e a União Africana.

A FAO estima que cada dólar gasto para gerir de forma sustentável as bacias hidrográficas pode economizar entre US$ 7,5 a US$ 200 em custos para tratar a água.

O foco da iniciativa será melhorar a segurança da água em oito países da África Ocidental que incluem a Gâmbia, a Guiné Conacri, o Mali, a Mauritânia, o Níger, o Senegal e a Serra Leoa.

Abastecimento

O projeto inclui trabalhar com as comunidades locais sensibilizando sobre as interações entre as florestas e a água. A outra meta é ajudar a integrar o maneio florestal nas suas práticas agrícolas para melhorar o abastecimento do líquido.

Falando em Roma, o diretor-geral da FAO disse que os desafios são muitos mas "o objetivo é muito claro: garantir a gestão sustentável dos recursos florestais e hídricos no planeta".

José Graziano da Silva declarou que promover a restauração e evitar a perda de florestas exigem um aumento significativo do financiamento e que este seja inovador. Os fundos devem ser de "investidores privados e tradicionais nos próximos anos".

Benefícios

A agência reafirmou o compromisso de fornecer uma plataforma neutra para as negociações e o diálogo. O objetivo é encorajar uma maior interação para que as florestas sejam geridas de forma sustentável.

Inicialmente, o programa deve criar uma estrutura de controlo das florestas e da água para ajudar os países a avaliar os potenciais benefícios florestais em termos de recursos hídricos.

Depois serão identificadas intervenções de maneio florestal para melhorar a qualidade da água e o seu fornecimento.

A FAO destaca que os dados desse estudo devem levar ao desenvolvimento de  "práticas e políticas mais bem informadas para libertar todo o potencial das florestas com vista a melhorar o abastecimento de água".

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