OMS apoia Cabo Verde na resposta ao zika vírus

18 março 2016

Agência da ONU está a enviar uma equipa para o país, em resposta a um pedido do Ministério da Sáude; apesar do número de casos de zika em Cabo Verde, primeiro caso de microcefalia foi anunciado esta semana.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Em resposta a um pedido do Ministério da Sáude de Cabo Verde, a Organização Mundial da Saúde, OMS, está a enviar uma equipa para país, com participação de especialistas do Escritório Regional da agência em África e do Instituto Pasteur.

Apesar do número de casos de zika em Cabo Verde estar a cair, o Ministério da Sáude anunciou esta semana o primeiro caso de microcefalia. Investigações estão a ser realizadas para determinar se este caso está ligado ao surto do vírus no país.

Grávidas

Entre os 7.490 casos suspeitos de zika relatados entre 21 de outubro de 2015 e 6 de março deste ano, 165 envolvem mulheres grávidas, das quais 44 já realizaram o parto sem quaisquer complicações ou anormalidades.

A equipa da OMS inclui especialistas de diversas áreas que vão colaborar com o Ministério da Saúde para avaliar o caso de microcefalia e obter um melhor entendimento da dinâmica do surto e seu impacto, além de apoiar a resposta do país e as investigações.

A agência da ONU também está a ajudar na implementação de suas orientações para gestão de gravidezes de mulheres infetadas pelo zika. Outro objetivo é garantir que as decisões das grávidas sejam baseadas na melhor informação possível sobre os riscos para o feto.

Ilhas

Entre 29 de fevereiro e 6 de março, 33 casos suspeitos de zika foram registados em duas das nove ilhas de Cabo Verde, Santiago e Fogo. Não houve circulação do vírus nas ilhas de Sal, São Vicente, São Nicolau e Brava.

Além disso, desde meados de fevereiro, não há registos de casos nas ilhas de Boa Vista e Maio.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

 

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