ONU condena assassinatos de civis em bombardeios no Iêmen
BR

18 março 2016

Chefe do escritório de Direitos Humanos afirmou que os ataques desta semana mataram pelo menos 106 pessoas em um mercado no noroeste do país; Zeid Al Hussein disse que a força de coalizão não está fazendo o suficiente para evitar essas ações.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, condenou os assassinatos de civis em bombardeios ocorridos esta semana no Iêmen.

Segundo Zeid, o ataque de terça-feira foi o pior desde o início do conflito há um ano e causou a morte de pelo menos 106 pessoas no mercado de Al Khamees, no noroeste do país.

Fracasso

Ele criticou o fracasso das forças de coalizão para adotar medidas eficazes para impedir a ocorrência dessas ações, assim como divulgar de forma transparente e independente os resultados das investigações feitas até agora sobre outros ataques que já aconteceram.

Zeid disse que esse foi o segundo bombardeio nos últimos três meses. O primeiro ocorreu em fevereiro num mercado em Sanaa, a capital do país. Pelo menos 39 pessoas morreram, incluindo nove crianças.

Uma equipe de direitos humanos foi até o local do último bombardeio, no Estado de Hajja, e disse que pelo menos 24 crianças estão entre os mortos.

O mercado de Al Khamees é um área de comércio usada por 15 vilarejos da região e no momento do ataque, na parte da tarde, estava lotado.

Responsável

Desde o início da crise no Iêmen, o escritório de Direitos Humanos da ONU disse que 3,2 mil pessoas morreram e 5,7 mil ficaram feridas entre março de 2015 e março deste ano.

Zeid Al Hussein declarou que a força de coalizão é responsável pelo dobro das mortes de civis comparado com todos os outros grupos envolvidos no conflito.

O alto comissário disse que a coalizão atacou mercados, hospitais, clínicas, escolas, fábricas e festas de casamento, como também centenas de residências por todo o país.

Segundo ele, “a distinção entre alvos militares legítimos e civis, que estão protegidos pela lei internacional, é no mínimo inadequado”.

 

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