Moçambique: agência da ONU capacita mulheres vivendo com o HIV

16 março 2016

Coordenadora do projecto na ONU Mulheres afirmou que objetivo é apoiar participação nos processos de tomada de decisão; no país africano, proporção das mulheres infectadas pelo HIV é de 13%, em comparação a 9% dos homens.

Ouri Pota, da Rádio ONU em Maputo

Moçambique  é considerado o terceiro país mais afectado pela epidemia do HIV/Sida, a nível da África Austral. Com vista a minimizar a situação, a ONU Mulheres está reunida com associações de mulheres vivendo com o HIV/Sida em todo país para prestar apoio técnico.

A Rádio ONU em Maputo conversou com Marta Cumbi, coordenadora do projecto sobre a eliminação da violência contra a mulher e a rapariga na ONU Mulheres. Ela citou alguns dos objetivos do encontro.

Tomada de Decisão

“Fortalecer a capacidade das associações das mulheres positivas para poderem representar melhor as suas constituintes nos processos de tomada de decisão. Nós sabemos que muitas vezes quando se tomam decisões as mulheres estão ausentes e se as mulheres não estiverem organizadas dificilmente poderão fazer passar as suas preocupações. Nós estamos a trabalhar no sentido de fortalecer a sua capacidade dando informação e também facilitando a sua participação no processo de tomada de decisão”.

Marta Cumbi diz haver uma relação entre a violência e o número de casos de infecção por HIV/Sida.

Violência

“As mulheres que sofre de violência dificilmente por exemplo, poderão negociar o sexo seguro, é por isso, que muitas vezes elas são as mais infectadas. Os números mostram mesmo que ao nível nacional, embora a média geral de prevalência do Hiv/Sida seja de 11%, 13% é a proporção das mulheres infectadas pelo Hiv/Sida e 9% é a proporção dos homens. Então as mulheres são mais infectadas porque também a questão das normas sociais fazem com que as mulheres sejam mais vulneráveis a esta infecção.”

Para a ONU Mulheres o empoderamento feminino é uma das formas de  prevenção contra o HIV/Sida.

A agência pretende reduzir a expansão do vírus entre as mulheres e raparigas num futuro breve, contribuindo na atenção adequada dada à igualdade de género e nas questões de direitos humanos nas estratégias, planos e políticas relacionadas ao HIV/Sida.

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