Representante apresenta ao Afeganistão cinco estratégias de sobrevivência
BR

15 março 2016

Enviado da ONU afirma que país continua sendo fortemente testado ao administrar “difícil transição política”; Nicholas Haysom detalha que ultrapassar fraco crescimento econômico e alcançar progressos para a paz são essenciais.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O representante especial da ONU no Afeganistão afirma que o país continua sendo testado de forma severa neste ano, da mesma maneira como foi em 2015. Nicholas Haysom participou esta terça-feira de um encontro no Conselho de Segurança.

Segundo ele, o país tem a difícil tarefa de administrar sua transição política, econômica, além dos desafios de segurança. Haysom destaca que “para sobreviver em 2016, o Governo de Unidade Nacional precisará ultrapassar cinco obstáculos.

Desafios

O primeiro é o fraco crescimento da economia do país e a alta taxa de desemprego, seguido pela intensificação dos insurgentes e um ambiente político cada vez mais dividido.

O Afeganistão também precisa garantir apoio financeiro da comunidade internacional e alcançar progressos rumo à paz sustentada, sem afetar outros ganhos que o país obteve.

Na visão do representante da ONU, a sobrevivência será uma conquista para o Governo de Unidade e significa “engajamento e ação para enfrentar esses desafios”.

Violência

Nicholas Haysom prevê que o ano será de “confrontos difíceis” no Afeganistão. Ele afirma que o Talebã continuará testando as forças de segurança do país. Somente no ano passado, 11 mil afegãos foram mortos ou ficaram feridos pela violência.

Segundo Haysom, 25% dessas vítimas eram crianças e ele pediu aos envolvidos no combate que “mudem a maneira como estão conduzindo a guerra”.

Por outro lado, ela nota que a presença do Isil está agora restrita a uma área no leste, após operações de combate realizadas pelas forças afegãs em parceria com militares internacionais.

No campo político, o representante reiterou o apoio da ONU ao Governo Nacional do Unidade e destacou que a reforma eleitoral é um passo importante para a democracia.

Financiamento

Segundo Haysom, o anúncio de eleições para 15 de outubro trouxe alguma clareza, mas o progresso real só será alcançado com a reforma eleitoral.

Ele lembrou também que a comunidade internacional está prestes a decidir o nível de assistência que continuará fornecendo ao Afeganistão, país que depende dessa ajuda externa.

Haysom informa que 69% dos gastos do governo são feitos a partir do financiamento externo e a falha em continuar provendo essa assistência poderá causar um forte impacto material e na confiança dos afegãos.

Ao mesmo tempo, ele nota que o Afeganistão precisa mostrar ao mundo que está combatendo a corrupção, fazendo as reformas de governo necessárias e gerando confiança sobre o futuro do país.

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