Ban diz que “diplomacia está finalmente fazendo a diferença na Síria”
BR

15 março 2016

Secretário-geral da ONU afirmou que violência diminuiu nas últimas duas semanas; país chega aos cinco anos de guerra com mais de 250 mil mortos e metade da população refugiada ou deslocada.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, marcou os cinco anos da guerra na Síria dizendo que a violência no país diminuiu nas últimas duas semanas devido a suspensão das hostilidades.

Em comunicado, Ban afirmou que “a diplomacia está finalmente fazendo a diferença na vida de longo sofrimento dos sírios”.

Mudança Política

Ele disse que a comunidade internacional passou dos pedidos às partes em conflito, para que cumpram suas obrigações perante à lei internacional, para que adotem medidas concretas para reduzir a violência e ajudar a população civil.

O chefe da ONU lembrou que há cinco anos, milhares de sírios tomaram as ruas pedindo mudança política e foram recebidos com violência e repressão. Ban declarou que “a destruição que tomou conta do país depois disso não era inevitável”.

Para o secretário-geral, o governo sírio poderia ter respondido aos legítimos pedidos da população de forma pacífica com diálogo e reformas.

Ban disse que em vez disso, mais de 250 mil sírios foram mortos. Quase metade da população foi forçada a fugir de suas casas, buscando refúgio dentro e fora do país.

Daesh e Al Nusra

O mundo enfrenta uma crise humanitária sem precedentes e grupos terroristas como o Daesh, denominação em árabe para o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, e a Frente Al Nusra, se aproveitaram do caos.

O chefe da ONU declarou que combatentes estrangeiros e milícias sectárias foram para a Síria participar do conflito. Além disso, homens, mulheres e crianças sírios se sentiram abandonados pela comunidade internacional.

Ban lembrou que a guerra já registrou o uso de armas químicas, cidades foram cercadas e sitiadas e a fome tem sido usada como arma pelos lados em confronto.

Ele citou ainda prisão arbitrária, tortura e bombardeio indiscriminado e criminoso em áreas de população civil.

Justiça

Segundo o secretário-geral, os responsáveis por esses crimes devem ser levados à justiça. Ele pediu ao Conselho de Segurança que envie o caso da Síria para o Tribunal Penal Internacional, TPI.

Ban afirmou que “as consequências globais do fracasso para resolver o conflito estão agora lamentavelmente claras”.

Como pontos positivos, ele mencionou a formação do Grupo Internacional de Apoio à Síria e o compromisso de seus integrantes de usarem de sua influência para aumentar o acesso humanitário e implementar a suspensão das hostilidades.

O chefe da ONU disse que o enviado especial para a Síria, Staffan de Mistura, está reunido em Genebra participando das conversações de paz com os lados envolvidos no conflito.

O objetivo é a implementação do Comunicado de Genebra como base para a transição política do país.

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