PMA e Unicef lançam apelo conjunto para apoio à Mauritânia

15 março 2016

Agências da ONU alertam que financiamento insuficiente ameaça sua habilidade de fornecer assistência essencial a algumas das famílias mais vulneráveis no país.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, fizeram um alerta: financiamento insuficiente ameaça a sua habilidade de fornecer assistência essencial a algumas das famílias mais vulneráveis na Mauritânia.

O PMA no país trabalha com o governo, outras agências da ONU e ONGs nacionais e internacionais para fornecer assistência a mais de 380 mil pessoas em situação de insegurança alimentar.

Merenda Escolar

A agência também envia assistência a mais de 130 mil crianças com menos de cinco anos e 57 mil mulheres grávidas ou a amamentar, além de 50 mil refugiados malianos no campo de Mberra.

Escassez grave de financiamento já forçou o PMA a suspender a distribuição de merendas escolares desde dezembro, a deixar 150 mil crianças de famílias vulneráveis sem a certeza de uma refeição diária.

O diretor da agência da ONU na Mauritânia, Janne Suvanto, afirmou temer que as lacunas previstas no financiamento forcem a agência a “cortar ainda mais a assistência que fornece”, um impacto “potencialmente arrasador na segurança alimentar das famílias mais pobres”.

Segundo o representante, o PMA precisa urgentemente de US$ 21 milhões para apoiar suas atividades até agosto.

Grávidas e Crianças

Já o Unicef no país tem como alvo mulheres grávidas e crianças com menos de cinco anos para prevenir a desnutrição e as suas consequências.

O Fundo lidera diversas atividades como apoio ao aleitamento materno, complementação alimentar adequada para bebés com mais de seis meses e suplementos de micronutrientes para mulheres e crianças.

Em junho de 2015, a prevalência de desnutrição aguda grave era 14% maior que em relação a 2012, a tornar as populações vulneráveis mais propensas a riscos nutricionais.

Combate à Fome

Segundo o representante da agência no país, Souleymane Diabaté, a situação nutricional piorou na Mauritânia em 2015, o que “levou a um aumento no número de crianças afetadas pela desnutrição”.

Diabaté expressou preocupação que este número possa aumentar ainda mais este ano e que, sem financiamento adicional, a agência pode não ser capaz de lidar com a situação.

O chefe do Unicef na Mauritânia afirmou que o país precisa de US$ 2 milhões para enfrentar a condição.

Assistência Conjunta

Diabaté ressaltou que neste ano, o índice de cura para a desnutrição é de 80% e que o Fundo espera poder melhorar esta taxa graças à mobilização de recursos.

Mais de 450 mil mauritanos enfrentam insegurança alimentar, o que significa que eles lutam para colocar comida em sua mesa.

O PMA, o Unicef e a Comissão para Segurança Alimentar do país estão juntos na linha de frente do combate à fome e à desnutrição.

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