HIV/Sida: ONU cita viagem desde o "medo e pânico" até resposta atual

11 março 2016

Mais 35 milhões de pessoas morreram devido à epidemia; África Austral teve 5 milhões de óbitos durante os anos 90; Onusida destaca 60 milhões de pessoas que recebem tratamento antirretroviral.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A alta comissária adjunta para os Direitos Humanos disse que os 20 anos das Diretrizes Internacionais sobre o HIV/Sida e os Direitos Humanos são uma longa viagem marcada pelo "medo e o pânico" desde o início da resposta.

Kate Gilmore falava esta sexta-feira no painel de discussão sobre os desafios para abordar o fim da epidemia até 2030,  realizado no Conselho de Direitos Humanos em Genebra.

Cuidados de Saúde

Gilmore disse que atualmente está-se diante de uma doença crónica ou infeção e que os cuidados e serviços de saúde de qualidade poderiam ser acessíveis e aceitáveis.

Para a representante, "hoje um diagnóstico de HIV positivo não significa a morte e a trajetória da pandemia é também uma história do papel crucial dos direitos humanos na resposta eficaz da saúde pública".

Na ocasião, o vice-diretor executivo do Programa Conjunto da ONU sobre o HIV/Sida, Onusida,  lembrou que mais 35 milhões de pessoas  já morreram devido à epidemia.

Mortos

Luiz Loures disse que o mundo tem uma "oportunidade histórica" de reduzir a epidemia, com o início do encontro de Alto Nível da Assembleia Geral sobre o HIV/Sida de junho em Nova Iorque.

Para Loures,  a pandemia da sida atuou com força máxima e impulsionou a indústria funerária da África Austral dos anos 90, com 5 milhões de mortos. Após 15 anos, o desafio foi enfrentado com "um esforço global".

Foi em 1996 que surgiram os primeiros estudos a demonstrar que a condição podia ser tratada, num mundo  que tinha até então "vivido numa era pré-tratamento".

Geografia

O responsável  revelou  que as Diretrizes Internacionais sobre HIV/Sida e Direitos Humanos foram um grande movimento impulsionador.

Mas disse que "a geografia não podia ser uma justificação para as pessoas morrerem ou viverem"e que "se houvesse um medicamento, este tinha que ser partilhado por todos".

Num mundo com 60 milhões de pessoas em tratamento, Loures considera haver uma "dinâmica na ciência que nunca tinha sido vista antes". Mesmo sem uma vacina, ele disse existirem ferramentas para o fim da epidemia.

 

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