Zika em Cabo Verde levanta suspeitas de "estirpe africana" do vírus

11 março 2016

OMS revela que informação ainda está por confirmar ; país comprovou  apenas dois dos 7.457 casos suspeitos; agência relata presença do vírus no Gabão; Brasil confirmou  745 casos de microcefalia em pessoas infetadas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Organização Mundial da Saúde, OMS, revelou dados preliminares indicando que uma estirpe africana do vírus zika teria provocado o surto em Cabo Verde. De acordo com a agência, essa informação ainda deve ser confirmada.

O país está a fazer o acompanhamento de 165 mulheres grávidas com suspeita de infeção pelo vírus. Nas 44 que deram à luz, não houve sinais de microcefalia nos recém-nascidos e nem relatos de anomalias neurológicas.

Pacientes

O país relatou 7.457 casos suspeitos de infeção do zika entre outubro e fevereiro, apesar de terem sido confirmados apenas dois pacientes. A OMS informou que o surto tende a diminuir no país, que teve auge de zika a 22 de novembro.

Os primeiros casos teriam surgido na Cidade da Praia antes de se espalharem para os outros municípios cabo-verdianos.

Malformação

O Gabão é o outro país africano com a presença do vírus, segundo a mais recente atualização sobre o vírus zika, microcefalia e síndrome de Guillain-Barré.

O Brasil lidera em número de casos de microcefalia e de malformação do sistema nervoso central com um total de 6.158. Pelo menos 157 pessoas morreram e 745 crianças com zika foram confirmadas para o diagnóstico de microcefalia.

*Apresentação: Denise Costa.

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