Chefe da ONU comprometido com investigações sobre abusos sexuais
BR

10 março 2016

No Conselho de Segurança, Ban Ki-moon mencionou as 69 alegações contra integrantes das operações de paz da ONU; segundo ele, garantir transparência e proteção das vítimas são passos essenciais do plano de resposta.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

O Conselho de Segurança promoveu um debate esta quinta-feira sobre operações de paz da ONU e casos de abuso ou exploração sexual.

Um relatório divulgado recentemente pelo secretário-geral da ONU mostra que 99 alegações foram recebidas em 2015, sendo que 69 estavam ligadas a integrantes das missões de paz da organização.

Credibilidade

Ban Ki-moon aproveitou a reunião do Conselho para listar ações que estão sendo tomadas para evitar mais casos.

O secretário-geral lembra que a ONU é a única esperança para muitas pessoas que enfrentam pobreza ou vivem em regiões em conflito. Ban afirmou que quando esses civis sofrem “exploração sexual por parte de funcionários das Nações Unidas autorizados à protegê-los”, aumentam as violações e os danos em comunidades já vulneráveis.

O chefe da ONU reconhece que tais alegações minam a credibilidade nas Nações Unidas e traem os princípios da organização. Ele citou casos ocorridos contra menores na República Centro-Africana.

Tratamento

Recentemente, Ban Ki-moon apresentou um relatório sobre medidas especiais para evitar abuso e exploração sexual. No Conselho de Segurança, ele destacou que o documento foca em três áreas: fim da impunidade, apoio às vítimas e garantir que os autores dos crimes sejam responsabilizados.

O chefe da ONU mencionou a importância da transparência e por isso, o relatório dele traz as nacionalidades dos abusadores. Sobre proteção, Ban Ki-moon falou sobre a criação de um fundo para garantir que as vítimas, a maioria crianças, recebam tratamento médico e psicossocial.

Responsabilidade

Ban declarou que também está comprometido em garantir que os casos sejam investigados e os responsáveis punidos. Os Estados-membros precisam adotar o padrão proposto pelo chefe da ONU: todas as investigações devem ser concluídas no máximo em seis meses.

O secretário-geral afirmou que irá monitorar essas investigações e disse que tropas que serviam na República Centro-Africana foram repatriadas após os abusos.

Ban Ki-moon destacou que o problema é global e não está localizado em apenas uma missão ou nação. Ele garantiu estar determinado em fazer com que a ONU sirva de exemplo, com ações para acabar com a exploração sexual.

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