Comércio, transportes e TIC projetam crescimento económico no Quénia

9 março 2016

Serviços  ditaram  metade do crescimento das exportações desde 2005; Banco Mundial destaca que país nunca buscou ou recebeu alívio da dívida; relatório recomenda redução da volatilidade.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Os setores do comércio, dos transportes, das Tecnologias de Informação e Comunicação, TIC, e dos serviços financeiros impulsionam o crescimento da economia no Quénia na última década.

O Banco Mundial indica que as exportações de serviços promoveram um aumento de mais de 50% nas exportações desde 2005, e estão prestes a superar a venda de bens para o exterior.

Modelo de Crescimento

Um relatório do órgão defende que o modelo de crescimento do Quénia tem sido bem visto porque "contrariamente à maioria das economias africanas, o país abraçou o papel do setor privado desde o início".

O facto de a economia queniana depender dos próprios meios é considerado um feito muitas vezes subestimado na história de crescimento do país. O Quénia "nunca procurou ou recebeu o alívio da dívida", tendo optado por medidas como o aumento das receitas, a liberalização do comércio e os mercados cambiais.

Produção

Entretanto, o Banco Mundial aponta características que perturbam a história de crescimento queniano como a queda na participação da agricultura no Produto Interno Bruto, PIB, de 26,5% em 2006 para 22,0% em 2014.

O documento “Memorando Económico do Quénia: Do Crescimento Económico, aos Empregos e Prosperidade Partilhada” indica que a produção estagnou numa média de 11,8% do PIB no mesmo período.

Pobreza, Desemprego e Informalidade

O outro elemento perturbador é o crescimento não inclusivo, notório com a continuação da pobreza, do desemprego e da informalidade.

Por outro lado, o avanço económico queniano tem sido irregular e a fragilidade considerada alta. Os choques internos tiveram efeitos maiores e mais duradouros do que os externos.

A recomendação do Banco Mundial é que haja uma redução da volatilidade como "questão de política interna".

*Apresentação: Denise Costa.

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