Enviado quer sociedade civil dos Grandes Lagos a "corrigir desconfiança"

8 março 2016

Representante das Nações Unidas para a região pediu eficácia na colaboração com autoridades nacionais; Angola esteve entre as dezenas de delegados de 12 países reunidos na Tanzânia.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para os Grandes Lagos pediu às organizações da sociedade civil da região que "trabalhem para corrigir qualquer desconfiança ou má perceção nos seus papéis".

Falando esta segunda-feira em Dar es Salaam, na Tanzânia, Said Djinnit disse que o objetivo é "promover a colaboração eficaz com os governos" da região africana.

Angola

O discurso foi feito perante mais de 60 delegados de 12 países participantes na 2ª Reunião da Assembleia Geral do Fórum da Sociedade Civil Regional da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos.

O representante lembrou que o grupo de entidades tem reconhecimento legal dos grupos nacionais, no encontro com organizações eleitas nos seus países para coordenar ações regionais.

Angola está entre os quatro países que ainda não elegeram representantes para o fórum tal como o Burundi, a República do Congo e o Sudão. As nações com delegados da sociedade civil são República Democrática do Congo, República Centro-Africana, Quénia, Ruanda, Sudão do Sul, Tanzânia, Uganda e Zâmbia.

Papel Maior

Desde 2013, o escritório de Djinnit financia as consultas realizadas nos países das organizações representadas na sequência do Acordo de Paz, Segurança e Cooperação para a República Democrática do Congo e da região.

No encontro, o representante reiterou o apoio da ONU aos esforços para garantir que "a sociedade civil regional desempenhe um papel maior na transformação positiva da área".

No evento, a ministra tanzaniana das Relações Exteriores e Cooperação Internacional, Honrosa Mahiga, apelou aos membros do fórum que forjem uma aliança com os governos para que se tornem catalisadores da mudança.

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