Onusida advoga mais mulheres na educação e política para o fim do HIV/Sida

7 março 2016

Em mensagem sobre o 8 de março, agência considera inaceitavelmente lento o ritmo de mudança para reduzir a desigualdade; doenças relacionadas à epidemia matam mais mulheres em idade reprodutiva em todo o mundo.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Sida, Onusida, considera "crucial capacitar mulheres e meninas" para acabar com a epidemia em 2030. A outra medida recomendada pela agência é que sejam eliminadas as lacunas de género.

Por ocasião do 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o Onusida lembra que a meta é um componente central nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Direitos

A nota defende que o mundo deve reafirmar o seu compromisso de alcançar o respeito total pelos direitos das mulheres por ser "tanto uma obrigação moral como um fundamento para um mundo mais seguro, justo e saudável".

Apesar de avanços para a paridade do género, o Onusida frisa que persistem desafios em áreas como educação e representação política ao concluir que "o ritmo da mudança para reduzir a desigualdade é inaceitavelmente lento".

Um exemplo é o facto de mulheres continuarem a "ganhar muito menos do que os homens e a enfrentar problemas no acesso aos serviços essenciais de saúde", que incluem cuidados nas áreas sexual e reprodutiva.

Complicações

Outros desafios apontados pelo Onusida incluem as mais de 40 mil meninas que se casam por dia antes dos 18 anos. A agência lembra ainda que complicações da gravidez e do parto continuam a ser a segunda principal causa de morte de adolescentes com idades entre 15 e 19 anos.

Por outro lado, a entidade da ONU sublinha que, no mundo, cerca de 120 milhões de meninas sofreram violações ou atos sexuais forçados em algum momento das suas vidas.

De acordo com o Onusida, as vulnerabilidades e os riscos associados ao HIV estão intimamente ligados às desigualdades de género associadas aos tecidos político, económico e social das sociedades.

Causa de Morte

Para a agência, as doenças relacionadas à Sida são as principais causa de morte entre mulheres em idade reprodutiva no mundo.

O outro fator é que as adolescentes representam 62% das novas infeções pelo HIV nas pessoas do grupo, que em 2014 registaram 220 mil novas contaminações entre 10 e 19 anos.

Na África Subsaariana, as adolescentes representam 72% do total das novas infeções pelo vírus.

Falta de Controlo

A Onusida declarou que a violência baseada no género e a falta de controlo sobre as próprias decisões afetam a vida de mulheres e meninas e aumentam o risco de infeção pelo HIV.

A agência quer um reconhecimento mundial à ligação inegável entre o alcance da justiça social e a criação de bases para o fim da epidemia.

O apelo foi feito uma semana antes da 60ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher e a três meses do início da Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o fim da Sida.

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