Mesmo com crise, FAO está otimista no combate à pobreza no Brasil
BR

4 março 2016

Chefe da agência da ONU fez a declaração em entrevista à Rádio ONU no México; José Graziano da Silva disse que o Brasil transformou conquistas em direitos.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.*

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, José Graziano da Silva, afirmou que mesmo com a crise, está otimista no combate à pobreza.

Em entrevista à Rádio ONU, no México, onde participou de uma reunião da agência das Nações Unidas, Graziano da Silva falou sobre a preocupação com a crise.

Capacidade Fiscal

“Preocupa porque parte do êxito brasileiro foi o crescimento do emprego, emprego de qualidade, emprego formal. E obviamente com a crise, o país deixando de crescer, deixa de gerar emprego. Então aquelas novas gerações que estão entrando no mercado de trabalho já não encontram mais oportunidade e vão se somar aquele número de famílias que estavam recebendo as ajudas pelo desemprego, pelo Bolsa Família, pelos muitos outros programas. Há um limite da capacidade fiscal do país para enfrentar isso.”

Graziano da Silva disse que esse “circuito negativo pode, se persistir por algum tempo, vir a realmente significar um retrocesso nas conquistas sociais que o Brasil logrou”.

Otimista

O chefe da FAO afirmou que o país “transformou essas conquistas em direitos”. Segundo ele, as pessoas atualmente têm consciência de que têm direito à alimentação e têm direito a uma casa de boa qualidade”.

O diretor-geral da agência da ONU se mostrou otimista.

“Eu sou otimista, porque a gente precisa de um pouco de sorte. O Brasil entrou numa maré de azar, que o zika é o último azar. Ninguém esperava isso. Agora, tá saindo dela. Como é que tá saindo do zika? A presidente chamou um mutirão, que vai do exército à dona de casa e às pessoas que estão aí limpando os terrenos, esvaziando as águas paradas, etc.

Graziano da Silva afirmou que “essa capacidade do povo brasileiro de se juntar contra adversidade vai levar o Brasil para frente”.

*Entrevista concedida à Mônica Villela Grayley, do Unic México.

 

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