Grupos terroristas estão firmando raízes na Líbia, avalia representante
BR

2 março 2016

Martin Kobler é o enviado da ONU para o país; no Conselho de Segurança, ele citou que a atual situação política e o “vácuo militar” estão facilitando a ação do Isil e de outros grupos.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Segurança ouviu, nesta quarta-feira, o enviado especial das Nações Unidas para a Líbia. Martin Kobler revelou que a instabilidade política e o “vácuo militar” estão facilitando a ação de grupos terroristas, como o Isil, que estão criando raízes no país.

Para facilitar a compreensão sobre o que ocorre na Líbia atualmente, Kobler apresentou vários números sobre o país de 6 milhões de habitantes. A assistência humanitária é essencial para 2,4 milhões de pessoas, sendo que 1,3 milhão sofrem de insegurança alimentar.

Saúde

Mais de 40% dos centros de saúde não estão funcionando e mais de 1 milhão de crianças menores de cinco anos correm o risco de ficar sem vacinação.

Enquanto a maioria da população é favorável ao Acordo Político Líbio, o enviado da ONU afirma que as autoridades políticas dos dois lados “se recusam a ouvir a voz do povo”. Kobler disse que o plano continua o mesmo: implementar o acordo, porque “não há outra alternativa”.

Tráfico

Sobre a ampliação das ações do Isil no país, Martin Kobler explicou que é imperativo “unificar e reformar as forças de segurança da Líbia” e pediu ao Conselho de Segurança ajuda neste sentido.

Devido à instabilidade, o Isil está se aproveitando para expandir sua atuação, e redes criminosas, especialmente ligadas ao tráfico humano, também estão crescendo na Líbia.

O enviado da ONU falou sobre a escalada do conflito em Bengazi, nos últimos dias, especialmente com forças que começaram ofensivas para retirar o Isil do controle de vários bairros. Muitas famílias que haviam abandonado a cidade decidiram retornar para as suas casas.

Mesmo assim, Kobler está muito preocupado com relatos de violações dos direitos humanos em áreas tomadas pelo Exército Nacional Líbio. Ele disse que um cessar-fogo, a entrega de ajuda humanitária e a reconstrução de Bengazi devem ser prioridades para o novo governo.

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