Síria: 1% das necessidades humanitárias em áreas sitiadas foram cobertas
BR

25 fevereiro 2016

Dados são de 2015; informação foi dada por Jan Egeland, conselheiro especial do enviado da ONU para a Síria; ele afirmou que a falta de acesso a civis tem sido um dos maiores problemas desde o início da guerra no país.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura, e seu conselheiro especial, Jan Egeland, falaram com jornalistas nesta quinta-feira, em Genebra, sobre acesso humanitário e a força-tarefa criada pelo Grupo Internacional de Apoio à Síria, Issg, em Munique, na Alemanha.

Citando caminhões com ajuda humanitária e lançamento aéreo, De Mistura afirmou que houve progressos no envio de assistência a áreas sitiadas, mas “muito mais precisa ser feito”.

Falta de Acesso

Jan Egeland declarou que “o acesso a civis na Síria tem sido um dos maiores problemas deste o início da guerra”. Ele alertou que civis, incluindo mulheres e crianças “sofreram, passaram fome e morreram” sem que os trabalhadores humanitários pudessem ajudá-los porque tiveram o acesso negado.

Segundo Egeland, 2015 foi “particularmente ruim: apenas 1% das necessidades nas áreas sitiadas, que na época representavam 400 mil civis, foram cobertas”.

O conselheiro especial ressaltou ainda que em nove dos 12 meses do ano, “nenhuma comida chegou a nenhuma das áreas sitiadas”.

Progresso

Ele destacou, no entanto, que menos de duas semanas depois da criação desta força-tarefa, mais de “180 caminhões chegaram a seis áreas” sitiadas “por muito tempo”. Nessas regiões, 110 mil pessoas receberam assistência.

Para Egeland, “a força-tarefa está funcionando”. Ele declarou que os Estados-membros estão ajudando os trabalhadores humanitários, “como nunca antes”, na comunicação com as partes em conflito, incluindo o governo, e por isso teria sido feito este progresso.

O conselheiro especial também mencionou as primeiras tentativas de lançamento aéreo pelo Programa Mundial de Alimentos, PMA, sobre uma área onde os trabalhadores humanitários não têm acesso por terra.

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