Enviados internacionais percorrem rota de migrantes africanos para o Iémen

24 fevereiro 2016

Etíopes compõem a maioria dos mais de 500 óbitos anuais; Djibuti regista cerca de 180 mil migrantes irregulares por ano; pelo menos 60 mil cidadãos da Etiópia passaram pelo país vizinho em 2015.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Diplomatas europeus, asiáticos e norte-americanos visitam esta semana a Etiópia em iniciativa para aumentar a consciência sobre a emergência migratória que liga o Corno de África, o conflito no Iémen e os efeitos do fenómeno El Niño no país.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, frisou que o conjunto de fatores leva milhares de pessoas a optarem pela travessia para o Iémen via Djibuti, país que no domingo foi visitado pelo grupo.

Fronteira.

No seu território, os menos de 1 milhão de djibutianos registam anualmente cerca de 180 mil migrantes irregulares que atravessam as suas fronteiras.

A intenção dos diplomatas é saber mais sobre uma das rotas de migração considerada uma das mais traiçoeiras do mundo e da crise que causa a morte de migrantes que viajam do Corno de África a tentar chegar à Península Arábica.

A rota custa anualmente a vida de entre 500 e 600 pessoas, sendo a maioria da Etiópia.

Fuga para o Iémen

Os visitantes de países como França, Alemanha, Itália, Japão, Luxemburgo, Noruega, Suécia e Estados Unidos juntaram-se a delegados da Comissão Europeia e a outros doadores da OIM.

Na rota morreram cerca de 3,3 mil migrantes africanos desde 2006. Em 2015 foram registados 95 óbitos associados à fuga para o Iémen, que apesar do conflito acolheu cerca de 60 mil etíopes depois de terem passado pelo Djibouti.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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