Investimento, cacau e turismo estimulam economia de São Tomé e Príncipe

10 fevereiro 2016

FMI elogia perspetivas encorajadoras após visita de representante ao país; expectativa é que o PIB cresça e a inflação mantenha o nível mais baixo em 20 anos; órgão quer que a dívida pública continue em nível que pode ser administrado.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

São Tomé e Príncipe deve registar um crescimento do Produto Interno Bruto de 5% graças ao investimento público, à recuperação da produção de cacau e ao aumento de investimento no turismo.

O Fundo Monetário Internacional, FMI, prevê que a inflação continue em torno dos 4%, nível considerado o mais baixo das últimas duas décadas.

Oportunidades

Um nota elogia as "perspetivas económicas encorajadoras" do país após uma visita realizada esta semana pela diretora do Departamento Africano do FMI, Antoinette Sayeh.

No país, a representante reuniu-se com o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, altos funcionários do governo, deputados, doadores e representantes do setor privado e da sociedade civil.

Nas reuniões, o FMI disse terem sido discutidas as oportunidades e os desafios são-tomenses e como "transformar um crescimento económico robusto em melhores condições de vida para os cidadãos".

Crescimento

O órgão ressalta reformas essenciais recentes, mas recomenda medidas adicionais para reforçar a economia e consolidar um crescimento de alto nível. Uma das propostas é que seja melhorada a cobrança de impostos e fortalecido o sistema financeiro.

Para o FMI é importante que São Tomé e Príncipe mantenha a "postura fiscal prudente" para garantir que a dívida pública continue administrável.

Em 2015, o órgão aprovou um crédito de cerca de US$ 6,2 milhões para apoiar o programa económico do país.

 

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