Sri Lanka: chefe dos direitos humanos quer investigação sobre desaparecidos

9 fevereiro 2016

Zeid Al Hussein defende que haja prestação de contas e compensação; após visita ao país, responsável disse haver tendência da baixa da confiança entre antigas partes do conflito; sugestão é que sejam reduzidos militares em várias áreas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu "ação rápida" do Sri Lanka para identificar os desaparecidos ainda vivos, mortos ou assassinados para a prestação de contas.

Falando esta terça-feira na capital Colombo, Zeid Al Hussein disse que deve ser apurado se essas mortes foram legais, além de serem localizados os corpos e haver compensação.

Esperanças

Recentemente, o primeiro-ministro do país, Ranil Wickremesinghe, anunciou que quase todos os desaparecidos teriam morrido. Zeid declarou que há famílias que ficaram angustiadas com a notícia e que ainda têm esperanças.

O responsável falou no fim da visita de quatro dias ao Sri Lanka, onde seguiu progressos atingidos em temas que incluem o pós-conflito. Os confrontos de 26 anos entre o exército e os Tigres da Libertação Tamil Eelam cessaram em 2009.

Alegações

No ano passado, o Conselho de Direitos Humanos adotou uma resolução em que o Sri Lanka concordou em investigar alegações de abusos com participação estrangeira.

Zeid afirmou que houve desenvolvimentos positivos mas destacou que algumas medidas podem ser rapidamente tomadas para inverter a tendência da queda da confiança.

Para o chefe dos Direitos Humanos, a presença militar pode ser reduzida no norte e no leste para um nível que considerou "menos intrusivo e intimidador". Para ele, a medida seria o "primeiro passo de reformas do setor de segurança".

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