Painel da ONU pede a liberdade de Julian Assange
BR

5 fevereiro 2016

Especialistas em direitos humanos afirmam que fundador do WikiLeaks está detido de forma arbitrária; grupo pede à Suécia e ao Reino Unido o fim da prisão; ele está abrigado na embaixada do Equador em Londres desde 2012.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Um painel da ONU considera que o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, está detido de forma arbitrária pela Suécia e pelo Reino Unido, desde que foi preso em Londres em dezembro de 2010.

O Grupo de Trabalho das Nações Unidas em Detenção Arbitrária divulgou nesta sexta-feira sua posição sobre o caso. Os especialistas em direitos humanos pedem às autoridades suecas e britânicas o “fim da privação de liberdade, o respeito à integridade física de Assange e liberdade de movimento”.

Medidas Rápidas

Segundo o painel, ele também tem o direito à compensação. Em entrevista à Rádio ONU, um dos especialistas, Sètondji Roland Adjovi, explicou que o grupo não está envolvido no caso contra Assange na Suécia.

Adjovi revela que “a falta de diligência implica que o promotor sueco tome medidas para que a investigação termine o mais rápido possível”. Julian Assange está abrigado na embaixada do Equador em Londres desde 2012.

Violações

Ele perdeu o apelo à Suprema Corte britânica contra sua extradição para a Suécia, onde foi iniciada uma investigação judicial contra Assange, ligada a alegações de má conduta sexual. Mas ele nunca foi formalmente acusado.

O Grupo de Trabalho da ONU considera que a privação à liberdade imposta a Assange é uma forma de detenção arbitrária. Os especialistas citam a detenção inicial em uma prisão de Londres, seguida da detenção em casa e o confinamento na embaixada equatoriana.

O painel afirma que a falta de diligência por parte da promotoria da Suécia resultou em uma longa privação da liberdade. A prisão de Julian Assange viola vários artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

 

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