Em dois meses, deslocados reduzem em cerca de um quinto no Mali

3 fevereiro 2016

OIM fala da melhoria da segurança em áreas do norte e da assinatura do acordo de paz; em todo o país há mais retornados; agência acredita no fim do deslocamento este ano se não houver novo conflito.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

Um estudo da Organização Internacional para Migrações, OIM, revela que existem 49,8 mil deslocados internos do Mali. O número é 19% menor do que os quase 62 mil desalojados registados em novembro passado.

A  agência parceira da ONU destaca um contínuo retorno para o norte de pessoas que deixaram suas casas devido ao conflito de 2012. Em todo o país, o número de deslocados diminuiu.

Timbuktu

O registo no número de retornados durante o mesmo período subiu de 439.690 para 453.059 pessoas.

No norte do país, o maior número de deslocados internos está na cidade de Timbuktu, no norte, com cerca de 25 mil. Seguem-se os centros urbanos de Gao e Kidal. A capital  Bamako acolhe cerca de 5 mil deslocados internos, o maior número da região sul.

A OIM ressalta que essa tendência pode ser atribuída à melhoria da situação de segurança em algumas das áreas nortenhas e à assinatura do acordo de paz em junho de 2015.

Fim de Deslocamentos

O chefe da Missão da OIM no Mali, Bakary Doumbia, disse que assumindo que não haja um novo conflito, será possível acabar com o fenómeno dos deslocamentos em 2016 no país.

Ele defende a disponibilização de apoio para facilitar o retorno e a integração local. Na terça-feira, as Nações Unidas e agências humanitárias pediram US$ 354 milhões aos doadores para prestar auxílio aos malianos mais vulneráveis.

De acordo com a OIM, as primeiras movimentações dos retornados começaram a ser observadas após a assinatura de um acordo de paz de 2013 em Ouagadougou. O fluxo prosseguiu com as eleições presidenciais e legislativas.

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