Mali precisa de US$ 354 milhões para apoiar carenciados em 2016

2 fevereiro 2016

ONU, governo e parceiros querem ajudar na prevenção, redução de riscos e preparação para emergências; iniciativas para afetados pelo conflito devem apoiar 1 milhão de malianos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Mais de 2,5 milhões de malianos podem sofrer este ano o impacto de situações como insegurança alimentar, desnutrição e consequências da violência que afetou o norte e o centro do país.

A ONU lançou esta terça-feira um plano de resposta humanitária para cobrir essas necessidades, reforçar o acesso dos mais vulneráveis aos serviços sociais básicos e melhorar os meios de sobrevivência e a capacidade de resiliência.

Riscos

As agências da organização e ONGs precisam de US$ 354 milhões para ajudar aos atingidos pela crise em ações de prevenção, da redução de riscos e de preparação para emergências.

Este ano, cerca de 1 milhão de pessoas devem beneficiar de 127 iniciativas para os afetados pelo conflito. Trata-se da última fase do plano que foi concebido pelas agências humanitárias no país para o período entre 2014 e 2016.

Esperanças

A coordenadora Humanitária da ONU no Mali disse que a adoção do acordo de paz entre o governo e os grupos armados em junho passado é salutar e dá esperanças.

Mbaranga Gasarabwe disse que a implementação do entendimento deverá consolidar os progressos realizados até o momento sobre a retoma dos serviços sociais básicos, de reconstrução e recuperação económica.

A representante afirmou que enquanto se aguardam os frutos dos esforços de atores de desenvolvimento a longo prazo é preciso continuar a ajudar centenas de milhares de pessoas que lutam para satisfazer as suas necessidades básicas.

O outro objetivo é ajudá-las a recuperar os seus meios de subsistência.

Regresso e Reintegração

O ministro da Solidariedade, Ação Humanitária e Reconstrução do Norte do Mali frisou o apoio imediato aos mais vulneráveis para garantir o regresso e a reintegração dos deslocados e refugiados. Hamadoun Konaté disse que também é preciso apoiar as vítimas de desastres naturais.

O Plano de Resposta Humanitária 2016 deve envolver igualmente o governo e os parceiros locais em áreas como nutrição, segurança alimentar, saúde, água, higiene e saneamento.

As outras áreas a serem cobertas pela estratégia incluem educação, proteção, abrigos e artigos não-alimentares bem como atividades de recuperação económica e social.

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