ONU fala de "pontos de vista contrários" entre partes em conflito em Darfur

25 janeiro 2016

Referendo sobre administração da área sudanesa está marcado para abril; organização receia dificuldades de participação de deslocados; chefe de operações de paz espera fim das hostilidades como desfecho de negociações entre governo e movimentos armados.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas disseram haver um gritante contraste de pontos de vista entre o governo, a maioria dos movimentos armados e os seus círculos eleitorais sobre a atual situação de Darfur.

No Conselho de Segurança, o subsecretário-geral para as Operações de Paz, disse que o processo de paz continua inconclusivo, mas a Comissão do Referendo de Darfur anunciou uma consulta sobre o estatuto administrativo da área.

Votação

Hervé Ladsous citou a informação dada  a 12 de janeiro destacando a realização do referendo para o período entre 11 e 13 abril. O recenseamento eleitoral para os residentes na área deve começar em fevereiro, três meses antes da votação.

O representante disse que apesar de a ONU saudar os preparativos para a consulta, os critérios de elegibilidade e o prazo das propostas devem dificultar a participação de um grande número de deslocados internos e refugiados.

Progressos

O representante disse esperar um total compromisso do Governo do Sudão para que sejam feitos progressos que podem ser medidos em relação a vários temas essenciais.

Entre eles estão o fim de hostilidades, a promoção de um processo de paz inclusivo, o livre acesso e a circulação do pessoal humanitário e da ONU como ponto de partida para mais discussões sobre a saída gradual da Unamid.

A outra preocupação é com o impacto nos civis do novo aumento de combates em Jebel Marra.

Movimentos

O representante disse ter esperanças no sucesso das negociações para o fim das hostilidades com a participação de todos os movimentos não signatários. Alguns deles boicotaram o processo.

A expectativa é que uma conclusão positiva possa ditar o fim do sofrimento da população, que tem ficado no meio de combates entre as forças governamentais e rebeldes.

 

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