Coordenador da ONU pede livre acesso à ajuda humanitária no Iêmen
BR

23 janeiro 2016

Jamie McGoldrick esteve em Taiz e Ibb avaliando a situação nas duas províncias; representante das Nações Unidas disse que população civil sofre com falta de comida e remédios.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O coordenador humanitário da ONU para o Iêmen, Jamie McGoldrick, pediu a todas as partes envolvidas no conflito no país que permitam o acesso da população à ajuda humanitária em Taiz e Ibb.

McGoldrick disse este sábado, que durante sua visita às duas províncias viu de perto o impacto da guerra, particularmente sobre a infraestrutura da região. Ele disse ainda que pode constatar as dificuldades que as pessoas estão enfrentando.

Alimentos e Água

Falando a jornalistas em Sanaa, a capital, o coordenador humanitário da ONU afirmou que "apenas algumas lojas estão abertas, e faltam suprimentos básicos como alimentos, água e combustíveis".

McGoldrick visitou também o hospital Al Thawra, que foi atingido várias vezes desde o início do conflito. Segundo ele, de acordo com a lei humanitária internacional as instalações de saúde devem ser protegidas de qualquer tipo de ataque.

O coordenador afirmou que o hospital é um dos poucos em funcionamento na região e sofre com a falta de medicamentos.

Ele disse que na cidade de Taiz, médicos, enfermeiros e outros funcionários do setor de saúde continuam trabalhando apesar dos perigos que enfrentam, da falta de pagamento e de equipamentos.

Trauma

McGoldrick disse que pode ver também o trauma que o conflito está causando na população local, que está vivendo nesta região e nestas condições há vários meses.

Nas últimas semanas, a ONU fez vários pedidos a todos os lados envolvidos no conflito para que permitam o acesso humanitário em Taiz e em todas as outras regiões sitiadas no país.

Mais uma vez, McGoldrick apelou a autoridades e grupos que trabalhem com as Nações Unidas na criação de um mecanismo que permita a entrega regular de assistência humanitária na cidade de Taiz.

Ele pediu a todos os lados que respeitem a lei internacional e forneçam acesso humanitário além de evitar ataques contra infraestruturas civis, como hospitais e escolas.

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