Apelo humanitário para o Sudão do Sul é de US$ 1,3 mil milhão

19 janeiro 2016

Recursos são para ajudar a 5,1 milhões de pessoas; dados são do Escritório da ONU para Coordenação de Assistência Humanitária; uma em cada cinco pessoas foi forçada a fugir de casa desde o início do conflito.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Plano de Resposta Humanitária para o Sudão do Sul em 2016, lançado esta terça-feira na capital Juba, envolve  US$ 1,3 mil milhão.  A informação é do Escritório da ONU para a Coordenação de Assistência Humanitária, Ocha.

O objetivo é atender a necessidades essenciais de 5,1 milhões de pessoas no país. Um total de 114 instituições humanitárias, incluindo ONGs nacionais e internacionais e agências da ONU, têm projetos no plano.

Desafio e Urgência

O coordenador humanitário para o Sudão do Sul, Eugene Owusu, declarou que o plano representa “o mínimo necessário para responder às necessidades mais urgentes” e precisa ser “plenamente financiado”.

O representante afirmou que o desafio enfrentado é “sem precedentes” , mas defendeu que não se pode desistir.

Trabalho Incansável

Em 2015, parceiros humanitários trabalharam de forma incansável para alcançar as pessoas que precisam, levando assistência vital e proteção a mais de 4,4 milhões de pessoas no Sudão do Sul, incluindo em algumas das áreas mais remotas.

Mais de 2,3 milhões de pessoas, uma em cada cinco no país, foram forçadas a fugir das suas casas desde o início do conflito.

Em setembro do ano passado, cerca de 3,9 milhões estavam em situação de insegurança alimentar grave. Estimativas são de que mais de 680 mil crianças com menos de cinco anos estejam desnutridas.

Paz

Eugene Owusu declarou ser a “esperança sincera da comunidade humanitária que 2016 traga paz duradoura a esta nação jovem e potencialmente grande e substitua o desespero e devastação vistos em 2015 por esperança por um futuro melhor”.

No entanto, o representante lembrou que “as necessidades humanitárias não podem esperar".

Ele mencionou uma “corrida contra o tempo” para garantir que as pessoas mais vulneráveis no Sudão do Sul recebam a proteção e assistência que precisam “antes que seja tarde demais”. Para tal,  disse precisar do apoio da comunidade internacional para fazê-lo.

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