TPI retoma em março sessões do suspeito de destruir locais históricos no Mali

14 janeiro 2016

Audiência deve confirmar acusações feitas a Ahmad Al Faqi Al Mahdi; juízes devem decidir se suposto rebelde vai ser julgado; órgão examina eventos do país africano desde 2012.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Tribunal Penal Internacional, TPI, adiou para 1 de março a confirmação das acusações contra um suposto rebelde suspeito de destruir locais históricos no Mali.

Inicialmente, a audiência de Ahmad Al Faqi Al Mahdi estava marcada para 18 de janeiro. A data foi marcada na sua primeira aparição diante dos juízes do órgão, em setembro passado.

Túmulos e Mesquita

Al Mahdi é acusado de cometer crimes de guerra associados à destruição de nove túmulos e uma mesquita na cidade antiga de Timbuktu.  Na audiência prevista para março os juízes devem decidir se ele será julgado.

O integrante da tribo Tuareg al-Ansar  foi entregue ao Tribunal pelo Níger em finais de setembro, antes de ser transferido para o centro de detenção do tribunal em Haia. Foi a primeira detenção de um acusado do crime que envolve danos a monumentos religiosos ou históricos na área maliana.

O TPI considera Al Mahdi uma "personalidade ativa" na ocupação de Timbuktu, cidade histórica da qual os rebeldes foram expulsos pelas forças francesas em 2013.

Brigada

Como membro do Ansar Eddine alega-se que o suposto rebelde tenha colaborado com líderes dos dois grupos armados para estabelecer "estruturas e instituições"  na área.

Até o mês em que foi capturado, Al Mahdi teria liderado uma brigada com o nome "Hesbah".

Ele também é suspeito de associação com atividades do Tribunal Islâmico de Timbuktu além de ter participado na execução das decisões.

*Apresentação: Denise Costa.

Leia Mais:

Unesco saúda entrega ao TPI de suspeito de destruir património de Timbuktu

Mali: mais de 20 mil fugiram das suas casas devido à violência numa semana