ONU considera estável situação de segurança na Côte d’Ivoire

13 janeiro 2016

Missão de paz está pronta para reduzir forças; enviada destaca sucesso em "teste" das eleições presidenciais; país recuperou da crise pós-eleitoral para tornar-se a segunda maior economia da África Ocidental. 

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

A representante especial do secretário-geral das Nações Unidas na Côte d’Ivoire disse esta quarta-feira que a situação de segurança continua estável com uma "tendência decrescente" de crimes violentos.

Aichatou Mindaoudou falava na sessão do Conselho de Segurança que debateu o relatório sobre o país, também conhecido como Costa do Marfim.

Segundo Mandato

A enviada lembrou que não houve incidentes graves contra a população ou os candidatos às eleições presidenciais de outubro passado.

Para a representante, o processo foi "um teste" e os marfinenses votaram pacificamente para eleger o presidente Alassane Ouattara para o segundo mandato.

Em 2010 e 2011, o país esteve envolvido em violência após a rejeição da anterior vitória  eleitoral de Ouattara pelo então líder marfinense Laurent Gbagbo. Cerca de 3 mil pessoas morreram no conflito.

Redução de Militares

Com o bom desenrolar do pleito, da situação de segurança e da capacidade dos marfinenses de assumir a segurança agora a cargo da Missão da ONU na Côte d’Ivoire, Unoci, a operação de paz disse estar pronta para reduzir a sua força.

A meta até 31 de março é que o contingente passe a ter 4 mil soldados, dos atuais 5.437 militares e 1,5 mil polícias.

Futuro

Em fevereiro, uma equipa vai avaliar a situação e recomendar sobre a continuação da redução de militar e policias além do futuro da missão.

Mindaoudou  citou como desafios atuais, alguns casos de assaltos à mão armada e de banditismo bem como ameaças de ataques terroristas.

Ela mencionou um ataque reivindicado pelo grupo terrorista Ansar Dine na fronteira com o Mali.  O governo marfinense enviou forças de segurança para a área do sul,  numa operação apoiada por uma força de reação da missão da ONU em junho e julho.

Segunda Economia Regional

A representante disse que o país é agora a segunda maior economia da África Ocidental, o que considerou uma recuperação notável desde a crise pós-eleitoral.

A expetativa de Mindaoudou é que as populações marfinenses desfrutem totalmente os dividendos do crescimento económico.

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