Subsecretário-geral destaca evolução na situação no Mali, mas ressalta desafios

11 janeiro 2016

Chefe da ONU para Operações de Paz, Hervé Ladsous, falou ao Conselho de Segurança nesta segunda-feira; ele mencionou ainda ações da Missão da ONU para apoiar a população no norte do país.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O subsecretário-geral das Nações Unidas para Operações de Paz, falou nesta segunda-feira ao Conselho de Segurança sobre a situação no Mali e as atividades da Missão da ONU no país, Minusma.

Segundo Hervé Ladsous, “desde as últimas consultas em outubro do ano passado, a situação no Mali evoluiu consideravelmente”.

Diálogo

O subsecretário-geral mencionou “esforços conjuntos” de várias partes, que “permitiram reforçar a dinâmica de diálogo” entre o governo e as coligações Coordenação e Plataforma.

No entanto, ele mencionou que o processo “continuou a encontrar alguns atrasos nos últimos meses”.

Norte do País

Ladsous também destacou a situação no norte do país e afirmou que “não haverá paz duradoura na região sem dividendos para os mais vulneráveis”.

Ele saudou o contínuo envolvimento de parceiros internacionais, que prometeram mais de 3,2 mil milhões de euros durante a conferência para recuperação e desenvolvimento do Mali que decorreu em outubro, em Paris.

O subsecretário-geral destacou que progresso já foi feito, principalmente na área de educação. No entanto, uma em cada cinco escola da região permanece fechada em locais afetados pela insegurança. Além disso, o acesso à educação de qualidade para cerca de 400 mil crianças estaria prejudicado.

Minusma

Ladsous informou que a Minusma aumentou em 30% suas ações em comunidades no norte do país, a apoiar 36 novos projetos de rápido impacto.

Estes incluem, entre outros, o fornecimento de água potável e equipamento para centros de saúde na região de Kidal e projetos de reintegração social para mulheres, jovens e deslocados internos nas regiões de Gao, Kidal, Mopti e Timbuktu.

Urgência

O subsecretário-geral afirmou esperar que o governo e as coligações finalizem em breve a estratégia de desenvolvimento para o norte, em conformidade com o acordo de paz e o compromisso feito em Paris.

Ladsous mencionou ainda que grupos extremistas continuam a intimidar as populações e defendeu a urgência de implementar o acordo de paz.

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