PMA pede a partes em conflito no Iêmen que permitam distribuição de comida
BR

31 dezembro 2015

Agência da ONU está “profundamente preocupada” com rápida piora na situação humanitária na cidade de Taiz; pessoas não têm acesso a comida há semanas no local.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, afirmou estar “profundamente preocupado” com a rápida piora da situação humanitária em Taiz, no Iêmen.

Segundo a agência da ONU, pessoas têm passado fome há semanas enquanto o programa tenta chegar às famílias vulneráveis na cidade afetada pela guerra.

Apelo

O PMA fez um apelo a todas as partes em conflito que permitam a entrega segura de comida a todos os civis que precisam em todas as áreas de Taiz.

O diretor regional da agência para o Oriente Médio, Norte da África, Europa Oriental e Ásia Central, Muhannad Hadi, afirmou que a “situação precária em Taiz impediu as ações do PMA de chegar às pessoas empobrecidas, que não tem tido acesso à comida há semanas, especialmente em partes sitiadas da cidade”.

Caminhões

No último mês, o PMA enviou 225 caminhões com milhares de toneladas de alimentos para pontos de entrega e armazéns na província de Taiz.

Parte da comida foi distribuida para os distritos de Al Mudhafer, Al Qahira, Al Taizah e Salah onde a agência pretende alimentar cerca de 350 mil pessoas.

Dificuldades na obtenção de permissão de diversas partes, combates e insegurança estão ameaçando a entrega de comida a pontos de distribuição em muitas áreas da província, especialmente na cidade de Taiz.

Fome

Estimativas são de que 7,6 milhões de pessoas no Iêmen não têm comida suficiente para levar uma vida saudável, perderam seus meios de subsistência e estão enfrentando índices potencialmente fatais de desnutrição grave.

Desde o fim de março de 2015, o conflito piorou a situação de segurança alimentar no Iêmen, adicionando mais 3 milhões de pessoas à fome em menos de um ano.

Taiz é uma das 10 províncias, de um total de 22 no país, que estão à beira de uma situação de insegurança alimentar grave em um nível “emergencial”, um passo abaixo da fome em uma escala de cinco pontos Classificação Integrada de Segurança Alimentar.

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