Um terço da população deverá precisar de ajuda alimentar no Lesoto em 2016

30 dezembro 2015

PMA quer maior coordenação perante expectativas para o próximo ano; reino da África Austral teve chuvas fracas devido ao fenómeno El Niño; prioridade da agência é dar apoio nutricional a cerca de 40 mil pessoas, incluindo bebés.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, revelou que pretende reforçar a sua colaboração com o Governo do Lesoto e parceiros para apoiar o país a fazer frente à fome devido à pior seca em décadas.

O fenómeno climático El Niño levou o reino a um estado de crise, após duas safras com pouco sucesso. No país ocorrem chuvas reduzidas tal como em grande parte da África Austral.

Assistência em 2016

A maioria dos rios do Lesoto secou e as autoridades de gestão de calamidades estimam que cerca de 650 mil pessoas, que correspondem a um terço da população, devem precisar de assistência alimentar em 2016.

O número de necessitados inclui habitantes de áreas urbanas que não serão capazes de fazer frente ao alto custo dos alimentos.

A maioria das famílias rurais depende da agricultura de sequeiro, enquanto a produção de lã é uma das principais fontes de sobrevivência.

Apoio Financeiro

O vice-diretor do PMA no Lesoto Arduino Mangoni lançou um apelo por apoio financeiro adicional com vista a atender às necessidades crescentes causadas pela seca.

Entre os desafios urgentes da agência está a oferta de apoio nutricional a cerca de 40 mil pessoas, incluindo crianças menores de dois anos. Os beneficiários incluem grávidas, lactantes e pacientes que recebem terapia antirretroviral e tratamento da tuberculose.

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