Conselho de Segurança exige acesso humanitário imediato na Síria
BR

22 dezembro 2015

Países-membros querem que todos os lados envolvidos na guerra liberem o caminho nas frentes de conflito ou fronteiras para a entrada de ajuda; órgão cita grave preocupação com falta de cumprimento de resoluções anteriores sobre o assunto.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Segurança adotou esta terça-feira resolução que exige acesso humanitário imediato na Síria.

Os 15 países-membros querem que todos os lados envolvidos na guerra, especialmente as autoridades sírias, liberem o caminho nas frentes do conflito e nas fronteiras para a entrada de ajuda.

Unanimidade

A resolução, aprovada por unanimidade, cita “grave preocupação” com a falta de cumprimento de várias outras exigências por mais acesso feitas pelo órgão.

Os integrantes do Conselho expressaram “ultraje” com a escalada da violência e o assassinato de mais de 250 mil pessoas, incluindo milhares de crianças desde o início da guerra em 2011.

Eles querem que as autoridades sírias respondam rapidamente a todos os pedidos para entrega de suprimentos humanitários através das linhas de batalha feitos pela ONU e organizações parceiras.

Isil e Al-Qaeda

O documento diz ainda que os grupos Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, o Al-Nusra e outros grupos ligados à Al-Qaeda também estão impedindo o acesso dos comboios humanitários.

Segundo a resolução, houve uma queda no número de autorizações dadas pelo governo sírio para a entrega de ajuda humanitária. Até 31 de outubro, por exemplo, dos 91 pedidos feitos pelas organizações, apenas 27 foram aceitos.

Entre 2013 e 2015, as permissões dadas pelas autoridades sírias para a passagem dos comboios caíram de 65% para 29%.

Ao aprovar a resolução, o Conselho de Segurança demonstrou “grave aflição” com a devastadora situação humanitária no país, que tem mais de 13,5 milhões de pessoas necessitando de assistência.

Apesar dos desafios, o órgão disse que nesse ano, a ONU e seus parceiros conseguiram entregar suprimentos de ajuda, incluindo alimentos a mais de 2,4 milhões de pessoas, produtos não perecíveis a 1,6 milhão, material médico para 4,1 milhões de tratamentos de saúde e água e produtos de higiene para mais de 1,3 milhão.

O Conselho mostrou preocupação com a redução do número de pessoas que receberam qualquer tipo de assistência em áreas de difícil acesso ou sitiadas.

 

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