Conselho de Direitos Humanos ordena envio de investigadores ao Burundi

18 dezembro 2015

Órgão aprovou resolução que quer levantamento rápido sobre abusos; objetivo da missão dos peritos é prevenir agravamento da situação; ONU estima que 400 pessoas já morreram em cerca de sete meses no país africano.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos deve organizar urgentemente uma missão de peritos independentes a serem enviados para o Burundi "o mais rapidamente possível".

A determinação é do Conselho de Direitos Humanos, que pretende que o grupo leve a cabo numa investigação sobre violações e abusos cometidos no país.

Especialistas

O órgão aprovou por unanimidade uma resolução para marcar a sessão especial sobre o país africano, realizada na quinta-feira em Genebra. Com o envio dos especialistas a intenção é prevenir o agravamento da situação dos direitos humanos.

De acordo com a  ONU, pelo menos 400 pessoas morreram no país, desde o fim  abril, por causa da tensão agravada pelos protestos que se seguiram ao anúncio da candidatura do presidente Pierre Nkurunziza a um terceiro mandato.

Desse número, pelo menos 68 pessoas teriam sido vítimas de execução extrajudicial somente no mês de novembro.

Refugiados

Como resultado da crise política, pelo menos 3.496 pessoas foram detidas e outros 220 mil burundeses deixaram o seu país para pedir abrigo em nações vizinhas.

O documento adotado pelos 47 membros do Conselho de Direitos Humanos determina que deve ser feita uma atualização oral pelo representante dos peritos num debate sobre a situação burundesa em março de 2016.

Seis meses depois, o grupo deve apresentar um relatório final e informar ao órgão sobre a situação dos direitos humanos no Burundi numa sessão que deve voltar a abordar o país.

 

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