Brasil ocupa 75ª posição do Índice de Desenvolvimento Humano
BR

14 dezembro 2015

Relatório do Pnud mostra que país perdeu um lugar em relação a 2013 e está atrás de Argentina e Venezuela; Noruega é o país de melhor IDH seguida por Austrália, Suíça e Dinamarca.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU afirmou que o Brasil ficou em 75º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano, entre os 188 pesquisados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud.

O relatório divulgado esta segunda-feira mostra o resultado de 2014 e diz que o Brasil perdeu uma posição em relação aos dados atualizados de 2013, que mostram o país na posição número 74.

Sri Lanka

Nessa nova lista, o Brasil foi ultrapassado pelo Sri Lanka e está atrás dos vizinhos Argentina e Venezuela, como também do Cazaquistão, Sérvia, Líbano, Cuba e Irã.

O país com melhor Índice de Desenvolvimento Humano é novamente a Noruega, seguida pela Austrália, Suíça e Dinamarca. Os Estados Unidos ficaram em oitavo lugar, seguidos pelo Canadá.

O IDH é medido com base em indicadores de renda, saúde e educação e os países são divididos em quatro categorias de desenvolvimento: muito elevado, elevado, médio e baixo.

O Brasil está no grupo de desenvolvimento muito elevado. O relatório cita que o país registrou o maior crescimento do índice na América do Sul entre 1990 e 2014: 36,4%. Ele passou da categoria desenvolvimento baixo nos anos 80 para muito elevado em 2013, onde continua até agora.

Expectativa de Vida

Entre os avanços mencionados está o Programa Bolsa Família, que beneficia 13,8 milhões de famílias em 26% dos municípios brasileiros. Para isso, o orçamento utiliza 0,5% do Produto Interno Bruto, PIB.

Desde 1990, a expectativa de vida aumentou 9,2 anos, para os homens é de 70,4 anos e para as mulheres 78,3; a de estudos subiu três anos e a renda nacional per capita teve uma alta de mais de 50%.

Apesar desses progressos, o Brasil registrou índices decepcionantes, como por exemplo, as mulheres ocupam somente 9,6% dos assentos no Congresso Nacional, menos da metade da média mundial que é de 21,8%. Nesse ponto o Brasil está atrás da Síria e do Zimbábue.

Pobreza Extrema

O relatório do PNUD mostra ainda que dos 7,3 bilhões de habitantes da Terra, 3,2 bilhões têm trabalho.

Nesse momento, 836 milhões de pessoas vivem em situação de pobreza extrema, uma queda em relação aos 1,9 bilhão registrados há 20 anos.

Além disso, nas últimas duas décadas a taxa de mortalidade infantil global caiu mais da metade. Os óbitos de crianças menores de cinco anos passaram de 12,7 milhões para 6 milhões.

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