Líbia: mediador quer "forte resolução" do Conselho de Segurança após acordo

11 dezembro 2015

Enviado da ONU destaca ambiente consensual depois da ronda desta semana na Tunísia; parlamentos rivais concordam no limite de 16 de dezembro para adotar entendimento para o fim da crise.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O mediador do diálogo político sobre a Líbia disse esta sexta-feira que a assinatura do acordo para resolver a crise no país deve ser seguida de "uma forte resolução do Conselho de Segurança".

Falando em Tunes, Martin Kobler anunciou uma apresentação ao órgão para dar a conhecer os progressos em relação ao processo após dois dias de reuniões com as partes envolvidas.

Consenso

Na capital tunisina, Kobler disse que as discussões foram "muito intensas" e destacou a presença de todos os membros na mesa de conversações onde revelou ter havido "um ambiente de grande consenso".

O mediador apontou para uma sensação de urgência demonstrada pelas partes, e que "o relógio corria para o benefício da paz, da segurança e da prosperidade na Líbia."

Os representantes dos parlamentos rivais, a Câmara dos Deputados e o Congresso Nacional Geral de Trípoli, anunciaram ter concordado com a data-limite de 16 de dezembro para a assinatura do pacto.

Da Tunísia, as partes seguem para a Itália participar numa conferência internacional, em Roma, presidida pelo país anfitrião e pelos Estados Unidos.

O enviado da ONU disse que a urgência sentida ao redor da mesa baseia-se em vários fatores, tendo destacado o crescente perigo do terrorismo.

Kobler disse que os delegados mencionaram a expansão no território líbio do autoproclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, conhecido localmente por Daesh além de outros grupos terroristas. Daí ter considerado que este é "momento para agir".

O outro fator mencionado na ronda foi a dramática situação humanitária. Kobler disse que o cenário em Bengazi foi levantado por várias vezes nas discussões por isso a necessidade de existência um governo legítimo saído do acordo.

O mediador disse que o sofrimento humano deve acabar na Líbia e que os que concordaram em assinar o entendimento devem colocar os interesses nacionais e do povo líbio acima dos pessoais.

Kobler citou a continuação de vários problemas, para os quais a resolução deve ser feita pelas autoridades a serem estabelecidas. Ele reiterou a prontidão das Nações Unidas em apoiar o novo governo de reconciliação nacional.

 

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