ONU quer proteção para políticos da oposição na Venezuela
BR

27 novembro 2015

Alto Comissário para Direitos Humanos pediu ao governo venezuelano que garanta proteção também de defensores dos direitos humanos e de outras pessoas ameaçadas; declaração foi feita depois do assassinato do líder da oposição do país, Luiz Diaz.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU quer que a Venezuela proteja os políticos da oposição depois do assassinato do líder do grupo, Luiz Diaz.

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, pediu esta sexta-feira ao governo venezuelano que garanta a proteção não só de políticos da oposição.

Palanque

Ele incluiu na lista também defensores dos direitos humanos e outros que estejam sendo ameaçados por causa do trabalho que exercem.

Zeid disse que “quando Diaz foi baleado, ele estava dividindo o palanque com a ativista Lilian Tintori, que é casada com o líder oposicionista Leopoldo Lopez, atualmente preso.

O Alto Comissariado da ONU disse que não se sabe ainda se ela também teria sido alvo do ataque. Tintori afirmou ter sido alegadamente alvo de outros ataques e ameaças.

A prisão de Leopoldo Lopez, que cumpre sentença de quase 14 anos, foi declarada arbitrária pelo Grupo de Trabalho da ONU sobre Prisão Arbitrária em agosto de 2014.

Estado Soberano

Zeid disse que como uma forma de lembrar o presidente Nicolas Maduro durante a visita que fez ao Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, “um Estado soberano deve defender e proteger as pessoas que criticam ou questionam as políticas e práticas do país”.

O chefe de direitos humanos afirmou que “a democracia sofre profundamente quando o ambiente pré-eleitoral é cercado de violência, ameaças e intimidação”.

O Comitê de Direitos Humanos, que revisou recentemente o cumprimento do país em relação ao Pacto Internacional sobre Direitos Políticos e Civis, expressou preocupações com intimidações, ameaças e ataques contra jornalistas, defensores dos direitos humanos e advogados.

Zeis pediu às autoridades venezuelanas que assegurem uma investigação independente e imparcial sobre o assassinato de Luiz Diaz e levem os responsáveis à justiça.

O alto comissário pediu ainda a todos os lados que evitem violência ou discursos violentos com a aproximação das eleições em 6 de dezembro.

 

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