Papa Francisco pede aos líderes para firmarem um forte acordo em Paris
BR

26 novembro 2015

Pontífice visitou a sede do Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, em Nairobi, Quênia; às vésperas da COP21, líder da Igreja Católica defende adoção de sistemas de energia de baixo carbono e critica cultura que contribui para emissão de gases de efeito estufa.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O papa Francisco pediu nesta quinta-feira aos líderes mundiais para fecharem um acordo forte na COP21, que começa dia 30 em Paris. O pontífice fez a declaração ao visitar a sede do Programa da ONU para o Meio Ambiente, em Nairobi, no Quênia.

Milhares de pessoas ouviram o discurso do papa, incluindo o diretor do Pnuma, Achim Steiner, e a diretora do escritório da ONU em Nairobi, Sahle-Work Zewde. O líder da igreja católica defendeu a adoção de sistemas de energia que emitam pouco carbono e pediu que seja “jogada fora a cultura que contribui para a emissão de gases que causam o efeito estufa”.

Escolha

O papa declarou que “será triste e até mesmo catastrófico” se os interesses particulares prevalecerem sobre o bem comum durante a reunião sobre o clima em Paris.

Segundo o papa Francisco, existe uma escolha que não pode ser ignorada: “melhorar ou destruir o meio ambiente”. Para ele, a COP21 representa um passo importante no processo de desenvolver um novo sistema de energia que dependa o mínimo possível de combustíveis fósseis.

Obrigação

O papa destacou que “existe uma grande obrigação política e econômica de se repensar e corrigir disfunções e distorções do modelo atual de desenvolvimento”. Ele também falou sobre a necessidade de se acabar com o consumo insustentável e os padrões de produção que contribuem para a poluição, para a degradação do ecossistema e para a mudança climática.

Um relatório do Pnuma lançado no início do mês mostrou que é esperado em Paris um compromisso dos países de reduzirem entre 4 e 6 gigatoneladas de dióxido de carbono por ano até 2030. Mas esse total é 12 gigatoneladas menor do que o nível necessário para evitar que a temperatura média do planeta suba mais do que 2 graus Celsius neste século.

Durante a visita do papa, o diretor do Pnuma elogiou o pontífice por sua liderança moral em assuntos ligados ao meio ambiente. Achim Steiner disse que num ano crítico, a noção poderosa do papa Francisco sobre “a globalização da indiferença” atinge o coração dos desafios éticos e práticos que o mundo tem pela frente.

Árvore

O diretor do Pnuma citou dois desafios: alcançar em Paris um acordo para reverter a mudança climática e alcançar o desenvolvimento sustentável sem deixar ninguém para trás.

Na sede do Pnuma, o pontífice plantou uma árvore da espécie Olea capensis, uma árvore indígena típica do continente africano. Achim Steiner mostrou ao papa Francisco os paineis solares que levam energia para o prédio da ONU em Nairobi e o presenteou com uma pequena réplica de elefante produzida a partir de chinelos usados

 

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