Banco Mundial defende maior financiamento para segurança no trânsito
BR

18 novembro 2015

Empréstimos do órgão direcionados à área aumentaram mais de 300% em uma década; Segunda Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança Rodoviária começa nesta quarta-feira, em Brasília.

Mariana Ceratti, do Banco Mundial para a Rádio ONU em Nova York.

Se o mundo quiser alcançar as metas da ONU para segurança viária em 2020, precisa aumentar o financiamento e a coordenação.

Essa é uma das principais mensagens da delegação do Banco Mundial que participa da Segunda Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança Rodoviária. O evento será realizado nesta quarta e quinta, em Brasília.

Empréstimos

Os empréstimos do Banco Mundial direcionados à segurança viária aumentaram mais de 300% em uma década, somando 239 milhões de dólares em 2015.

Além disso, todos os projetos rodoviários do Banco incluem um componente de segurança.

Investimento

Ainda assim, segundo o especialista em transportes do Banco Mundial, Mark Shotten, é necessário investir mais em infraestrutura, segurança veicular e regulações de trânsito.

Segundo o especialista, “é preciso haver um grande investimento em infraestrutura, para proteger motoristas e pedestres; impulsionar áreas como a da segurança de veículos e a regulação da qualidade dos veículos e também reforçar o cumprimento das leis, que são úteis para reduzir as mortes no trânsito”.

Para isso, a delegação do Banco Mundial que participa da conferência vai se encontrar com parceiros e potenciais doadores.

Eles discutirão as formas mais eficazes para fortalecer as ações e o financiamento para a segurança viária. O Banco promoverá ainda eventos paralelos sobre policiamento rodoviário, a importância do setor de seguros e os desafios para a África.

Acidentes

Atualmente, os acidentes matam 1,25 milhão de pessoas ao ano, número que segue estável desde 2007. Também são a principal causa de morte entre a população de 15 a 29 anos e ferem entre 30 e 50 milhões de pessoas ao ano.

Além de interromper vidas, os acidentes levam a perdas de até 6% do PIB nos países em desenvolvimento.

Embora concentrem metade da frota global, eles registram 90% das mortes e dos ferimentos a cada ano.

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