Boko Haram causou deslocamento de mais de 2,6 milhões de pessoas

16 novembro 2015

Cerca de 2,2 milhões de pessoas estão na Nigéria e as restantes nos Camarões, no Níger, no Chade; Ocha alerta que anfitriões e deslocados precisam urgentemente de apoio de emergência.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O conflito provocado pelas milícias nigerianas Boko Haram obrigou mais de 2,6 milhões de pessoas a abandonarem as suas casas nos Camarões, no Níger, no Chade e na Nigéria. O número é equivalente ao período desde maio de 2013.

O Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, defende que em território nigeriano estão cerca de 2,2 milhões. Outras 400 mil pessoas foram forçadas a atravessar as fronteiras do país em busca de refúgio nas nações vizinhas.

Movimentação

O coordenador humanitário da ONU para a Região do Sahel terminou uma visita de 100 dias à região. Falando a jornalistas, em Genebra, Toby Lanzer explicou o que dita a movimentação nos quatro países da Bacia do Lago Chade.

O responsável afirmou que trata-se em grande parte do resultado da atividade militar nos últimos meses, tanto dos insurgentes como a contrainsurreição dos países afetados.

Assistência

Lanzer disse que não deve haver surpresas se as questões de migração, dos candidatos a asilo e dos refugiados ganharem maior destaque na área do mundo. Mais de 5 milhões de pessoas precisam de assistência alimentar no Sahel.

Entre os deslocados pela violência estão 700 mil crianças menores de cinco anos nos quatro países.

Escolas

Devido à situação, 208 mil menores não frequentam a escola. O conflito destruiu, danificou ou levou ao encerramento de mais de 1,1 mil estabelecimentos de ensino.

O Ocha destacou que essas graves consequências humanitárias são muitas vezes pouco expostas devido à pressão da situação de política e de segurança na área.

Complexidade

Os movimentos da população na região são considerados dinâmicos, tendo criado um cenário complexo de pessoas desalojadas por várias vezes.

Mais de 80% dos deslocados procuraram abrigo em comunidades anfitriãs que partilham os seus poucos recursos. A situação enfraquece ainda mais os seus mecanismos e resiliência.

Para o Ocha, tanto os anfitriões como os deslocados precisas urgentemente de auxílio de emergência.

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