Taxa de acidentes de trânsito na América Latina sobe 20%
BR

13 novembro 2015

Aumento foi notado entre 2000 e 2010, segundo Cepal; ONU realiza em Brasília a segunda Conferência Global sobre Segurança no Trânsito; Década de Ação para a Segurança no Trânsito segue até 2020.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Para a Comissão Econômica da ONU para América Latina e Caribe, Cepal, a região tem feito poucos progressos para reduzir as mortes por acidentes de trânsito.

As Nações Unidas estabeleceram uma meta: reduzir pela metade, até 2020, o total de pessoas mortas em acidentes nas estradas e rodovias. Mas segundo a Cepal, para atingir o objetivo, a América Latina terá de redobrar os esforços.

Subida

Segundo a Comissão, houve aumento de 20% da mortalidade na primeira década do século na região. No ano 2000, 14,75 pessoas a cada 100 mil habitantes morreram em acidentes de trânsito. Mas em 2010, o índice subiu para 17,68 pessoas.

E nos últimos anos, não houve melhora considerável: segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, a taxa de mortalidade por lesões em acidentes de trânsito na América Latina e Caribe chegou a 15,9 mortos para cada 100 mil habitantes, isso no ano de 2013.

Para a Cepal, apesar da melhora em relação a 2010, o número “ainda está longe da redução esperada de 50%”.

Conferência

As informações foram divulgados pela Cepal em antecedência à Segunda Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito. O evento será realizado em Brasília, entre os dias 18 e 19 de novembro.

As Nações Unidas definiram 2011 a 2020 como a Década de Ação para a Segurança no Trânsito. Um plano de ação mundial para a década estabeleceu cinco pilares para reduzir os acidentes.

Esses pilares estão relacionados à gestão da segurança no trânsito, a estradas e mobilidades, a veículos mais seguros, aos usuários das rodovidas e à assistência fornecida às vítimas após qualquer acidente.

Segundo a Cepal, apenas 57% dos países da América Latina e do Caribe têm metas definidas para reduzir a mortalidade durante acidentes de trânsito. As nações com objetivos mais exigentes são Argentina, Colômbia, El Salvador, México, Uruguai e Suriname.

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