Reunião da Cepal discute políticas contra pobreza e desigualdade na região
BR

2 novembro 2015

Encontro reúne ministros do Desenvolvimento Social da América Latina e do Caribe a partir desta segunda-feira, em Lima; evento também é organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, e o governo peruano.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Ministros do Desenvolvimento Social da América Latina e Caribe se reúnem desde esta segunda-feira na Conferência Regional sobre o tema, em Lima. O encontro discute políticas de combate à pobreza e desigualdade.

A reunião, que vai até quarta-feira, é organizada pela Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe, Cepal, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, e o governo peruano.

Avanços e Desafios

De Lima, a diretora de Desenvolvimento Social da Cepal, Laís Abramo, falou à Rádio ONU sobre as expectativas e os objetivos do encontro.

“Avaliar os avanços, os desafios, do processo de superação da pobreza, redução da desigualdade, que teve lugar, que está tendo lugar na América Latina e no Caribe nos últimos anos. Nós sabemos que a região avançou muito, reduziu de maneira significativa sua pobreza, reduziu a desigualdade, mas que ainda persistem enormes desafios. E, portanto, avaliar este processo e permitir a troca de experiências entre os vários países, nós consideramos que é muito importante para continuarmos avançando neste sentido”.

A Conferência foi criada em 2014, durante e última sessão da Cepal, que aconteceu na capital peruana, e é resultado de uma aliança estratégia com o Pnud.

Desenvolvimento Sustentável

Laís Abramo destacou também a recente adoção da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável que “estabelece metas muito mais ambiciosas em relação à pobreza e à desigualdade”.

Ela afirmou o compromisso dos países da região com o objetivo e disse que, no encontro, serão analisados “os programas de transferência condicionada de renda, como por exemplo, o caso do Bolsa Família, no Brasil”.

Mercado de Trabalho

“Também serão analisadas as relações entre as políticas sociais e as políticas de mercado de trabalho porque sabemos que um dos fatores importantes para estes resultados positivos foi também as tendências positivas do mercado de trabalho. E tudo isso também num contexto que é mais difícil para a região. Em que as taxas de crescimento estão se reduzindo, então é necessário redobrar os esforços para que estes avanços sejam consolidados e não haja retrocesso”.

Para Laís Abramo é preciso “ampliar a cobertura” dos programas sociais e desenvolver “políticas ativas de mercado de trabalho para proteger o emprego, evitar o aumento do desemprego e da informalidade do trabalho”.

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