Violência no Iraque matou pelo menos 714 em outubro
BR

2 novembro 2015

Missão da ONU no país diz que dados devem ser considerados como “o mínimo absoluto”; número de mortos devido aos “efeitos secundários da violência” não é conhecido.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

A Missão das Nações Unidas no Iraque, Unami, afirmou que pelo menos 714 pessoas morreram e outras 1.269 ficaram feridas em outubro, no país, devido ao terrorismo, à violência e ao conflito armado.

O comunicado da Missão informa que esses dados devem ser considerados como “o mínimo absoluto”, porque só uma parte dos incidentes foi verificada.

Vítimas

A Unami afirmou ter sido impedida de verificar, de forma eficaz, as vítimas nas áreas de conflito. E no mesmo período, no mês de outubro, a Missão não recebeu números de mortes das autoridades de saúde da província de Anbar.

A Unami também informou ter recebido, sem poder verificar, relatos sobre muitas vítimas e número desconhecido de pessoas que teriam morrido de “efeitos secundários da violência” após terem fugido de suas casas.

Entre as razões citadas estão a exposição ao conflito, falta d’água, comida, medicamentos e cuidados de saúde.

Operação de Paz

A operação de paz disse que 559 dos mortos e 1.067 dos feridos eram civis.

Outros 155 integrantes das Forças de Segurança Iraquianas, que incluem a Peshmerga, a Swat e as milícias que lutam ao lado do exército, morreram e 202 ficaram feridos.

A província de Bagdad foi a mais afetada, com 298 civis mortos e 852 feridos.

Sofrimento

O representante do secretário-geral no Iraque, Jan Kubis, declarou que, mais uma vez, os números ilustram o sofrimento da população iraquiana devido ao terrorismo e ao conflito.

Ele manifestou a esperança de que este sofrimento chegue ao fim com o apoio da comunidade internacional.

Jornalista Assassinado

Em outro comunicado, divulgado esta segunda-feira, a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, condenou o assassinato do jornalista de televisão do Iraque Yahya al-Khatib. Ele foi morto por extremistas em 16 de agosto.

O assassinato ocorreu em Mossul, onde a vítima trabalhou para os canais de televisão por satélite Al-Mosuliyah e Nínive Al-Ghad. De acordo com a Unesco, ele foi o quinto profissional da imprensa assassinado no país este ano.

A chefe da agência declarou que tais atos bárbaros não podem ser tolerados. Ela ressaltou o direito do público de ser informado e dos jornalistas e trabalhadores da mídia de fazerem o seu trabalho sem temer pelas suas vidas.

*Apresentação: Laura Gelbert.

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