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Iraque registou pelo menos 714 mortos devido à insegurança em outubro

Campo de Refugiados de Al-Jamea, em Bagdad. Foto: Unicef/Iraque.

Iraque registou pelo menos 714 mortos devido à insegurança em outubro

Missão da ONU diz que dados devem ser considerados como o mínimo absoluto; não é conhecido número dos que perderam a vida devido aos efeitos secundários de violência.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Pelo menos 714 iraquianos foram mortos e outros 1.269 ficaram feridos em outubro devido ao terrorismo, à violência e ao conflito armado.

A informação foi dada pela Missão das Nações Unidas no Iraque, Unami,  em nota que revela que esses dados devem ser considerados como “o mínimo absoluto”, porque só uma parte dos incidentes foi verificada.

Áreas de Conflito

A operação de paz disse ter sido impedida de apurar efetivamente as vítimas nas áreas de conflito e que durante o período não recebeu números de baixas das autoridades de saúde da província de Anbar.

A Unami cita relatos de um grande número de vítimas e dados desconhecidos sobre mortos devido aos efeitos secundários de violência. As pessoas teriam fugido das suas casas ficando expostas ao conflito além da falta de água, de alimentos, de medicamentos e de cuidados de saúde.

Forças de Segurança

A operação de paz disse que os civis correspondem a 559 vítimas mortais e 1.067 feridos sendo os restantes elementos das forças de segurança, que incluem as Peshmerga, as Swat e as milícias que lutam ao lado do exército.

A província de Bagdad foi a mais afetada pelas baixas, com 298 civis mortos e 852 feridos. Na lista das províncias com mais vítimas seguem-se Diyala, Ninewa, Salahadin e  Kirkuk.

Terrorismo

O representante do secretário-geral no Iraque declarou que uma vez mais os números ilustram o sofrimento do povo do Iraque devido ao terrorismo e ao conflito.

Jan Kubis manifestou a esperança de que o sofrimento do povo iraquiano chegue ao fim com o apoio da comunidade internacional.

Jornalista Assassinado

Em nota separada, a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, condenou esta segunda-feira o assassinato do jornalista de televisão do Iraque Yahya al-Khatib. Ele foi morto por extremistas violentos a 16 de agosto.

O assassinato ocorreu em Mossul, onde a vítima trabalhou para os canais de televisão por satélite Al-Mosuliyah e Nínive Al-Ghad. De acordo com a Unesco, o profissional de informação foi o quinto assassinado no país este ano.

Após deplorar o ato, a chefe da agência declarou que tais atos bárbaros não podem ser tolerados.

Bokova invocou o direito do público de ser informado e dos jornalistas e trabalhadores dos media de serem autorizados a fazer o seu trabalho sem temer pelas suas vidas.

*Apresentação: Alexandre Soares.

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