Ocha pede mais ajuda para pessoas afetadas pelas crises em África

29 outubro 2015

Chefe de Operações do Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários esteve no Sudão, Sudão do Sul e Somália; John Ging falou a jornalistas esta quinta-feira, em Nova Iorque.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O chefe de Operações do Escritório da ONUs para Coordenação de Assuntos Humanitários, John Ging, pediu mais ajuda para as pessoas e comunidades que enfrentam anos de crise no Sudão, no Sudão do Sul e na Somália.

O representante viajou aos três países entre 18 e 25 de outubro, com representantes dos Estados Unidos, da Holanda, do Reino Unido e da União Europeia.

Desafios

Segundo o diretor, cada um destes países enfrenta “um conjunto único de desafios”. Ging afirmou ter conversado com pessoas que tiveram de sair de suas casas diversas vezes, a fugir de sucessivas vagas de violência em cada uma das nações.

O responsável disse ainda ter “encontrado crianças que cresceram sem nunca ter conhecido a paz e a estabilidade”.

Resiliência

A falar a jornalistas em Nova Iorque esta quinta-feira, o representante do Ocha afirmou que nas comunidades, “as pessoas não perderam a esperança”.

Ele afirmou que “estas têm enorme resiliência” e considerou “inspirador” ver como lidam com a crise e ajudam-se mutuamente.

Crianças-Soldados

No Sudão do Sul, a piora da violência afetou a região central do país nos últimos meses, sistematicamente usando civis como alvos.

No estado de Unidade do Sul, cerca de 1,6 mil mulheres foram sequestradas desde maio. Mais de mil civis morreram, 1,3 mil mulheres e raparigas foram violadas e mais de 15 mil crianças foram recrutadas para grupos armados.

El Niño

Na África Oriental, as estimativas apontam para um dos fenómenos El Niño mais graves já registados venha a ter um “impacto arrasador”. Este ano pode ocorrer um aumento de 83% na insegurança alimentar até o início de 2016.

O número de pessoas que precisam de assistência alimentar na região deve subir de 12 milhões no início de 2015 para 22,1 milhões no começo de 2016. A previsão é de cheias que possam afetar 3,5 milhões de pessoas.

Perigo

Segundo o Ocha, o grupo de países está entre os mais perigosos do mundo para trabalhadores humanitários com pelo menos 10 mortos na Somália em 2015.

No Sudão do Sul, pelo menos 34 trabalhadores humanitários foram mortos desde dezembro de 2013.

Apesar disso, os profissionais da área continuam a alcançar milhões de pessoas com assistência vital todos os meses.

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