Acnur apoia África do Sul após ataques xenófobos que deslocaram até 300

29 outubro 2015

Agência confirmou destruição de casas e pilhagem em lojas de estrangeiros; onda de violência em Grahamston iniciou na semana passada; agência destacou ações do governo municipal local para acalmar e reconciliar os residentes.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, vai continuar a apoiar às autoridades sul-africanas após ataques xenófobos que teriam deslocado até 300 pessoas na cidade sul-africana de Grahamston, na província do Cabo Oriental

As informações foram dadas esta quinta-feira à Rádio ONU, pela porta-voz da agência para a África Austral.

Destruição

De Pretória, Tina Ghelli explicou como a violência iniciada na última quarta-feira culminou com a destruição de casas e a pilhagem de lojas de estrangeiros residentes na área.

Como explicou tudo começou com acusações contra um guarda de um estabelecimento após assassinatos de algumas pessoas da cidade. Guelli acrescentou que as acusações insubstanciais levaram a rumores nas comunidades, de onde alguns residentes entraram em ação e atacaram.

As vítimas incluem cidadãos paquistaneses, bengalis, somalis, nigerianos, palestinianos, senegaleses e zimbabueanos.

Escalada

A representante disse que a agência da ONU atuou junto aos parceiros na área onde as autoridades acalmaram e reconciliaram a população, para evitar uma escalada observada em episódios anteriores.

Ghelli afirmou que o Acnur vai apoiar as intervenções do governo com base na avaliação das necessidades. Será dada assistência básica para as pessoas que foram desalojadas com abrigo, alimentação e artigos domésticos. A longo termo, a agência prevê ajudar com os meios de subsistência que as vítimas tenham perdido durante os ataques.

Durban

Cerca de sete pessoas morreram em incidentes ocorridos na última onda de ataques xenófobos em março, que provocaram mais vítimas na cidade de Durban.

Em 2008, pelo menos 62 pessoas perderam a vida no que são considerados os piores ataques registados no país.

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