Vítimas de insegurança alimentar podem chegar a 10 milhões na Etiópia

21 outubro 2015

Previsão foi feita pelas autoridades que querem ajuda para mitigar o impacto do fenómeno El Niño; populações das terras altas do norte e do centro são as mais afetadas; Ocha adverte que desastre está a evoluir lentamente.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Cerca de 8,2 milhões de pessoas devem precisar de ajuda alimentar urgente na Etiópia em 2015. No pior dos cenários, o governo prevê que o número chegue a 10 milhões de carenciados.

De acordo com o Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha, o país é afetado por secas como consequência do fenómeno El Niño.

Terras Altas

Quatro anos após os impactos causados pela seca devido ao fenómeno La Niña no sul, a falta de chuvas ocorre "numa área geográfica muito maior e mais ampla nas terras altas do norte e do centro".

O Ocha diz tratar-se da evolução lenta de um desastre natural, depois da queda de chuvas fracas no verão que garantem a alimentação de entre 80% a 85% da população etíope.

As seis regiões mais afetadas do país registaram um grande aumento da insegurança alimentar, da desnutrição e da devastação dos meios de subsistência.

Corno de África

O nível de necessidades ultrapassou os da seca de 2011 "em quase todas as áreas humanitárias". Na região do Corno de África prevê-se uma situação "muito mais grave" durante os primeiros oito meses do próximo ano.

O Governo da Etiópia continua a impulsionar os seus esforços para responder à insegurança alimentar, que piorou com o fenómeno El Niño. As autoridades também pretendem mitigar o impacto do desastre.

O vice-primeiro-ministro etíope e ministro de Estado Mitiku Kassa mobilizou representantes da comunidade internacional para discutir uma resposta para fazer face ao desastre.

Crianças

Entre julho e agosto, a Etiópia registou um aumento de cerca de um terço nas admissões mensais de crianças gravemente desnutridas com menos de cinco anos.

Cerca de 219 mil menores foram tratados entre janeiro e agosto, o que corresponde a mais 27,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

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