Para enviado da ONU, processo de paz "volta aos trilhos" no Mali

6 outubro 2015

Representante do secretário-geral quer mais compromisso político para aliviar tensões; obstáculos citados no informe incluem processo de acantonamento e ações de criminosos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O representante especial do secretário-geral da ONU no Mali disse ao Conselho de Segurança que o processo de paz no país africano está de "volta aos trilhos".

Mongi Hamdi fez as declarações numa sessão realizada esta terça-feira, onde declarou que as violações do cessar-fogo ocorridas nos últimos meses mostram que o caminho da paz está cheio de obstáculos.

Urgência

O enviado afirmou que o tipo de ações mostra que é urgente continuar a implementar os pontos previstos no acordo de paz.  Hamdi apelou à comunidade internacional a prosseguir o seu papel essencial através da Missão da ONU no Mali, Minusma, e que se empenhe no esforço político para aliviar as tensões.

A  Minusma está envolvida na proteção de civis e no controlo da movimentação de grupos armados na sequência do pacto assinado entre o governo, grupos de milícias armadas e a coligação rebelde, CMA, a 20 de junho.

O enviado destacou que os responsáveis por graves abusos dos direitos humanos e do direito internacional devem prestar contas.

Coligação

Hamdi disse aos Estados-membros do Conselho que até os últimos dias, a maior preocupação era com a possível  inviabilização do frágil processo de paz devido aos combates de membros da coaligação rebelde CMA.

Após destacar a necessidade de apoio a todos os lados "para que honrem os seus compromissos", ele expressou convicção de que  promover a implementação do acordo é a melhor oportunidade para resolver os desafios do Mali.

O enviado destacou a urgência do avanço do processo de acantonamento de milícias, e citou o medo das populações que diminui a confiança no processo de paz.

O discurso sublinhou  ainda a existência de criminosos oportunistas dedicados ao saque e banditismo.

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