“Extremistas temem história e cultura”, declara diretora da Unesco
BR

5 outubro 2015

Irina Bokova deplora destruição do Arco do Triunfo em Palmyra, na Síria; chefe da agência da ONU afirma que local simboliza a diversidade cultural e o diálogo intercultural num local que já foi de comércio entre Europa e Ásia.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Ao condenar a destruição do Arco do Triunfo, em Palmyra, na Síria, a diretora-geral da Unesco declarou que os “extremistas não poderão nunca apagar a história”.

A Unesco é a agência da ONU para Educação Ciência e Cultura e tem como chefe Irina Bokova. Para ela, a nova destruição mostra como os extremistas “temem a história e a cultura”.

Passado

Segundo a diretora da Unesco, entender o passado deslegitima o pretexto usado para esses crimes e expõe os extremistas como representações “de ódio puro e ignorância”.

O Arco do Triunfo foi construído no sítio arqueológico de Palmyra entre os anos de 193 e 211 antes de Cristo e liga a Grande Colunata ao Templo de Bel, que também foi destruído este ano.

Simbologia

A diretora da Unesco explica que Palmyra representa tudo o que os extremistas abominam: “diversidade cultural, diálogo intercultural e encontro entre diferentes pessoas num local que já foi centro de comércio entre Europa e Ásia”.

Apesar desses crimes de destruição, Irina Bokova acredita que a memória do local não será silenciada, um local que simboliza a unidade e a identidade do povo sírio.

Segundo ela, a Unesco vai fazer todo o possível para garantir que os responsáveis pela explosão do Arco do Triunfo sejam julgados e punidos.

 

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